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domingo, 21 de setembro de 2014

XXXI Assembleia Diocesana de Catequistas

Dr.Álvaro Campelo


“A família, lugar de Evangelização na Fé?”  Dr. Álvaro Campelo

Realizou-se hoje a XXXI Assembleia Diocesana de Catequista, na paróquia da Correlhã, Arciprestado de Ponte de Lima, onde marcaram presença cerca de 400 catequistas de toda a Diocese, para formação e iniciação do novo ano pastoral.

O tema para o próximo triénio pastoral, é a família e o beato Frei Bartolomeu dos Mártires.

Foi convidado da parte da manhã o conferencista Dr. Álvaro Campelo, professor universitário, que falou e encantou toda a plateia, com o tema “A família, lugar de Evangelização na Fé?”, onde abordou vários temas sobre a família no passado e na sociedade presente. Passo a resumir a conferência:

Para o Dr. Álvaro Campelo, a família é uma instituição de Amor, um projecto de um casal ao qual é confrontado com a sociedade actual. Não é fácil viver em família sendo confrontado com a dor, o sofrimento, etc… mas é uma comunidade a construir.

O Papa Francisco, viveu o problema da família na Argentina, recebendo as pessoas e convivendo com elas no dia a dia, daí a sua grande preocupação com a família.

Alguém que diga que ama e nunca sofreu, é um privilegiado, mas quem nunca sofreu, nunca amou.

A família contemporânea é muito complexa. As mães eram educadas e educam na tradição como segurança e felicidade. O tradicional não é do passado.

A família quer estabilidade, hoje não se trabalha onde se vive e as pessoas são levadas a refazer muitas vezes as suas vidas.

O divorcio é sempre um fracasso e acontece cada vez mais, muito cedo. O novo divórcio hoje, já não é só pedido pelo homem mas pela mulher também, derivado à sua formação e ao mercado de trabalho.

O Papa Francisco diz: “ Temos que integrar estes divorciados na nova sociedade e na Igreja”.

Muitas pessoas quando casam não estão preparadas, nem amam.

A Igreja é a primeira instituição que pergunta e impõe ao casal, porque se casam? Porque se amam? O casamento é indissolúvel.

A igreja vive do papel das mulheres, mas valoriza pouco. O trabalho das mulheres, mas trouxe problemas ao casal, são mais independentes e a igreja tem que trabalhar isto.

A igreja não pode pregar uma igreja evangélica, com tanta violência doméstica.

A sociedade não foi educada para uma sociedade paritária, homem e mulher.

Hoje existem muitas famílias Micro Ondas, as famílias que não comem juntas, cada um aquece a sua comida e comem a horas diferentes e em locais diferentes, na cozinha, na sala, no sofá, etc…têm que criar hábitos e viver mais juntos.

Existem também famílias fortalezas, que são perigosas porque escondem algo, é preciso estar atento.

Há também os casai gansos, 4% apenas, aqueles que estão embebecidos um do outro, eles não sabem porquê, mas acontece.

A família tem que construir um projecto em comum e deixar cada um de ser individualista. Têm que relacionar um com o outro e partilhar. No passado era mais fácil ser pai ou mãe do que hoje.

A sociedade também não é amiga da família: alguns restaurantes não aceitam crianças, os patrões não querem mulheres grávidas, etc…

Será que a nossa igreja é amiga da família? Não sei.

Grandes decisões sobre a minha família não sou eu que decido, é o estado.

Pessoas que foram educadas na fé cristã, não falam de Deus. Qualquer dia tiram os cruzeiros dos caminhos, tiram os sinos das igrejas, porque fere os outros, e nós aceitamos isto tudo. Onde está a nossa educação cristã

Feminismo, é ter capacidade de decisão dum projecto familiar e não ter ideias progressistas que só destroem a mulher e a família.

Os antropólogos é que descobriram o papel da família e é que dão a sua importância, mas hoje é diferente.

Na Grécia e em Portugal, com a crise actual, foi e é fundamental.

Existem hotéis que não aceitam crianças, para não incomodar os outros, mas aceitam cães.

A família não é um dado adquirido nos dias de hoje. Hoje a família, educa-se, carrega, sofre, luta, compreende, cria amor... o amor vence muitas contrariedades.

Quando se parte para o casamento , ninguém está preparado.
Fé e amor, não são egoístas.

Todos os dias na família se sofre, se morre, para que a família tenha vida.

Um casal deve amar-se, morrendo um para o outro, para poder viver.

Educar é criar limites, educar é amor e a família é uma bênção.

Educar a família na Fé, é educara família para os outros. Todos dependem uns dos outros.

Frei Bartolomeu dos Mártires, dizia: “Não vos conformeis com este mundo”

O pobre tem valor e quanto mais nos dedicarmos ao outro, mais a igreja cumpre o seu papel e a família que não educar para isto não está a cumprir o seu papel.

Acto de Fé é um acto de discípulo de Cristo.

A justiça de Deus é o rosto e beleza do próximo, o outro não é bonito nem feio, cada um de nós é que o faz e vê bonito ou feio.

Uma família para ser família tem que educar para a paz e para o próximo, respeitando a natureza e isto é um acto de Amor e de Fé. Destruir a natureza é destruir-se a si próprio.

A Família é e sempre será fundada na Dádiva. 

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