sábado, 14 de maio de 2011

SOL EM FÁTIMA - Milagre?


Sold de Fátima a 13.05.2011

Foram muitos os que pela fé se deslocaram a Fátima este ano, cerca de 250 a 300.000 peregrinos.

As celebrações deste ano foram orientadas sobre a presidência do Bispo de Boston.

Durante a manhã iniciou-se com o rosário, depois a Eucaristia Solene, passando pela Adoração ao Santissimo e bênção dos doentes e antes de terminar todos os presentes tiveram direito a ver uma transmissão nas telas sobre a vida do Beato Papa João Paulo II e encerraram com a procissão do adeus a Nossa Senhora.

O que me leva a escrever este artigo, foi justamente o que aconteceu durante a projecção da vida do Beato João Paulo II.
Enquanto isto acontecia o sol ficou cercado por uma roda com o Arco-Iris e durou cerca de uma hora até terminar a procissão do Adeus.

Pode-se pensar o que quizer, mas para muitos que ali se encontravam gritaram "Milagre" pois acreditam que era a presença do Beato João Paulo II e de Nossa Senhora. Nada disto tem a ver com o milagre do sol de 1917, mas a fé é muita.

Outros dirão, como se apressaram a dizer, que isto foi um fenómeno da natureza, mas será ? Que coincidência.
Então porque é que isto aconteceu neste dia e neste preciso momento?
Para muitos não há dúvida, Nossa Senhora marcou mais uma vez a sua presença e no coração de muitos foi milagre.

Hélder Gonçalves

DEUS É NOSSA FORÇA

Um senhor, acompanhado pelo seu filho, ía subir a um monte alto. O pai sugeriu que o menino fosse à frente e ele atrás.

A criança começou a subida com muito entusiasmo, pois queria mostrar ao pai que era forte e capaz.

O caminho, porém, tornava-se cada vez mais ingreme e difícil e por isso, o menino de vez em quando caía, mas, porque era corajoso, levantava-se e recomeçava de novo a subir.

Os espinhos rasgavam-lhe a roupa e feriam-no, mas mesmo assim, continuou a subir até que deu uma valente queda e não pode subir mais. Então, a chorar, voltou-se para o pai e disse:

- Paizinho, não posso continuar: já não tenho forças! Ajuda-me a subir.

Então, o pai pegou no filho ao colo e levou-o  até ao alto do monte. Ele nunca esperara que a criança conseguisse subir sózinha.

Deus não quer que subamos a montanha da nossa vida sozinhos. Toda a nossa experiência  ensina-nos que temos um grande Amigo invisível, é certo, mas muito real, que espera o momento em que nós, conscientes da nossa fraqueza, como a criança extenuada e sem forças, nos voltemos para Ele, em busca da proteção e auxílio.

Deus, na sua infinita bondade e misericórdia, pode e quer proteger-nos, pode e quer dar-nos a sua mão; eu diria até: que "levar-nos ao colo".
Recorramos, pois, a Ele com a mesma confiança com que a criança recorreu ao apoio do pai.
 
Ricardo Igreja
 
 

quarta-feira, 11 de maio de 2011

PEREGRINAR A FÁTIMA

Estes dias são milhares de pessoas a chegar a Fátima a pé para as celebrações de 12 e 13 de Maio em Fátima para a primeira aparição de Nossa Senhora em 1917.
Em Portugal muitas dezenas de milhar de pessoas peregrinam a pé anualmente.
A Fátima vão mais de 50.000 todos os anos, número sempre em crescimento.

Uma grande dificuldade enfrentam os peregrinos que viajam a pé: o transito automóvel que não só é extremamente perigoso como muito incómodo devido ao ruído. Alem disso caminhar no asfalto muitos quilómetros é penoso pela dureza do piso e no Verão pelo calor que o mesmo transmite aos pés.
Por tudo isto decidiu o CNC conceber um plano, a nível nacional, de identificação de caminhos alternativos às grandes estradas nacionais de intenso transito automóvel que permitam aos peregrinos caminhar em segurança e em paz, desfrutando de belas paisagens, gozando o silêncio. Sempre que possível os caminhos escolhidos são de terra batida e quando isso não é possível são pequenas estradas rurais com escasso transito. Todos os caminhos estão sinalizados com marcos nos quais está indicada a direcção de Fátima. Ao logo dos caminhos encontram-se aldeias, vilas e cidades onde se pode pernoitar, tomar refeições, e obter qualquer tipo de assistência que porventura se necessite.

Peregrinar é uma forma de procurar, de avançar, de olhar o horizonte essa linha onde a Terra e o Céu se tocam. Peregrinar é empreender uma viagem. É também uma forma de olhar para dentro. Peregrinar é uma atitude tão antiga quanto a existência do Homem. Todas as grandes religiões consideram a peregrinação como uma via de conversão desde que empreendida com inquietação e espírito de busca.

As grandes peregrinações cristãs são à Terra Santa, a Roma, a Santiago de Compostela e, mais recentemente, a Fátima. A peregrinação a pé era, em tempos antigos, a forma mais comum de peregrinar para os menos afortunados por ser a mais barata. A pé se faziam centenas de quilómetros, ás vezes milhares, em viagens que duravam semanas e às vezes meses.

Também hoje se peregrina a pé. Nalguns locais peregrina-se a pé pelas mesmas razões que antes mas muitas vezes e sobretudo na Europa peregrina-se a pé porque se prefere caminhar. Por vezes ainda porque se fez uma promessa mas cada vez mais pelo simples e profundo desejo de percorrer um caminho iniciático, com algum esforço físico e psíquico, superando dificuldades, aproximando-se do lugar almejado. E sempre mergulhado no silêncio, pelos campos, olhando para longe e para dentro de si mesmo.

Hélder Gonçalves

domingo, 8 de maio de 2011

MAIO - Mês de Maria

- Quem de nós nunca recorreu á Virgem para interceder por nós?

- O Mês de Maio desde há muitos séculos sempre foi dedicado especialmente à Mãe de Deus.


«Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos,
peço-Vos perdão, pelos que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam»



* A DEVOÇÃO: À VIRGEM ATRAI A MISERICÓRDIA DIVINA


“Mês de sol e de flores [...], mês de Maria, a coroar o tempo pascal.
O nosso pensamento acompanhava Jesus desde o Advento; agora que a paz, que é consequência da Ressurreição, reina no nosso coração, como não nos dirigirmos Àquela que no-lo trouxe?

“Apareceu sobre a terra para preparar a sua vinda; viveu à sua sombra, ao ponto de não a vermos no Evangelho senão como Mãe de Jesus, seguindo-O, velando por Ele; e quando Jesus nos deixa, Ela desaparece suavemente. Desaparece, mas fica na memória dos povos, porque lhe devemos Jesus...”1

Como em outras ocasiões, Jesus dirige-se à multidão e fala-lhe dos mistérios do Reino de Deus. As pessoas que o rodeiam têm os olhos fixos n’Ele e guardam um profundo silêncio. De repente, uma mulher grita com toda a força: Bem-aventurado o ventre que te trouxe e os peitos que te amamentaram2.

Começa a cumprir-se a profecia contida no Magnificat: Eis que todas as gerações me proclamarão bem-aventurada3. Com o desembaraço da gente do povo, uma mulher dá início àquilo que não terminará até ao fim do mundo.

Essas palavras de Santa Maria, proferidas nos começos da sua vocação sob o impulso do Espírito Santo, teriam o seu total cumprimento através dos séculos: poetas, intelectuais, reis e guerreiros, artesãos, mães de família, homens e mulheres, gente de idade madura e meninos que acabaram de aprender a falar; no campo, na cidade, no cume dos montes, nas fábricas e nos caminhos; no meio da dor ou da alegria, em momentos transcendentais (quantos milhões de cristãos não entregaram a sua alma a Deus olhando para uma imagem da Virgem ou recitando com os lábios ou apenas em pensamento o doce nome de Maria!), ou simplesmente no dobrar de uma esquina da qual se vislumbrava uma imagem de Nossa Senhora; em tantas e tão diversas situações, milhares de vozes, em línguas diversíssimas, cantaram os seus louvores à Mãe de Deus.

É um clamor ininterrupto por toda a terra, que atrai todos os dias a misericórdia de Deus sobre o mundo, e que não se explica senão por um expresso querer divino. “Desde remotíssimos tempos – recorda o Concílio Vaticano II – a Bem-aventurada Virgem Maria é venerada sob o título de Mãe de Deus, sob cuja protecção os fiéis se refugiam suplicies em todos os seus perigos e necessidades”4.

Todo o povo cristão soube sempre chegar a Deus através da sua Mãe. Com uma experiência constante das suas graças e favores, chamou-a Omnipotência suplicante e encontrou n’Ela o atalho que o levava mais depressa para Deus. O amor inventou numerosas formas de tratá-la e honrá-la e a Igreja fomentou e abençoou constantemente essas devoções como caminho seguro para chegar até o Senhor, “porque Maria é sempre caminho que conduz a Cristo. Todo o encontro com Ela não pode deixar de terminar num encontro com o próprio Cristo. E o que significa o contínuo recurso a Maria senão procurar entre os seus braços, n’Ela, por Ela e com Ela, a Cristo, Nosso Salvador?”5


* O MÊS DE MAIO


Neste mês de Maio, muitos bons cristãos cultivam especiais manifestações de piedade para com a Virgem Santa Maria, e essas práticas são para eles fonte de alegria em todos os dias do mês. Seguem de perto a recomendação do Concílio Vaticano II: “Todos os fiéis cristãos ofereçam insistentes súplicas à Mãe de Deus e Mãe dos homens para que Ela, que com as suas preces assistiu às primícias da Igreja, também agora, exaltada no Céu sobre todos os bem-aventurados e anjos, na Comunhão de todos os Santos, interceda junto do seu Filho”6. E em outro lugar: “Dêem grande valor às práticas e aos exercícios de piedade para com a Virgem Maria recomendados pelo Magistério no decurso dos séculos”7.

A devoção à Virgem no mês de Maio nasceu do amor, que sempre procurou novas formas de exprimir-se, e da reacção contra os costumes pagãos que existiam em muitos lugares no “mês das flores”. Ao longo dos dias deste mês, os cristãos oferecem a Nossa Senhora especiais obséquios que os levam a estar mais perto d´’Ela: romarias, visitas a alguma igreja a Ela dedicada, pequenos sacrifícios em sua honra, horas de estudo ou de trabalho bem acabado, mais atenção na recitação do terço... “Surge assim em nós, de forma espontânea e natural, o desejo de procurar a intimidade com a Mãe de Deus, que é também nossa Mãe; de conviver com Ela como se convive com uma pessoa viva, já que sobre Ela não triunfou a morte, antes está em corpo e alma junto de Deus Pai, junto de seu Filho, junto do Espírito Santo [...].

“Como se comporta um filho ou uma filha normal com a sua mãe? De mil maneiras, mas sempre com carinho e confiança. Com um carinho que em cada caso fluirá por condutos nascidos da própria vida, e que nunca são uma coisa fria, mas costumes íntimos de lar, pequenos detalhes diários que o filho precisa ter com sua mãe e de que a mãe sente falta se alguma vez o filho os esquece: um beijo ou uma carícia ao sair de casa ou ao voltar, uma pequena delicadeza, umas palavras expressivas...

“Nas nossas relações com a nossa Mãe do Céu, existem também essas normas de piedade filial que são os moldes do nosso comportamento habitual com Ela. Muitos cristãos adoptam o antigo costume do escapulário; ou adquirem o hábito de saudar – não são precisas palavras, basta o pensamento – as imagens de Maria que se encontram em todo o lar cristão ou adornam as ruas de tantas cidades; ou vivem essa maravilhosa oração que é o terço, em que a alma não se cansa de dizer sempre as mesmas coisas, como não se cansam os namorados, e em que se aprende a reviver os momentos centrais da vida do Senhor; ou então acostumam-se a dedicar à Senhora um dia da semana – precisamente este em que agora estamos reunidos: o sábado –, oferecendo-lhe alguma pequena delicadeza e meditando mais especialmente na sua maternidade”8.


* AS ROMARIAS: SENTIDO PENITENCIAL E APOSTÓLICO


Uma manifestação tradicional de amor à nossa Mãe é a romaria a um santuário ou ermida de Nossa Senhora. É uma visita revestida de carácter penitencial – traduzido talvez num pequeno sacrifício: fazer o trajecto a pé a partir de um lugar conveniente, ter algum pormenor de sobriedade que custe sacrifício... – e de sentido apostólico, com o propósito de aproximar mais de Deus as pessoas que nos acompanham e rezando juntos com especial piedade os três terços do Santo Rosário.

A romaria pode ser uma ocasião muito propícia e fecunda de apostolado com os nossos amigos. Nesses santuários e ermidas, milhares de pessoas alcançaram graças ordinárias e extraordinárias da Mãe de Deus: uns começaram uma vida nova, depois de fazerem uma boa confissão dos seus pecados, talvez após muitos anos; outros compreenderam que o Senhor os chamava a uma entrega mais plena ao serviço d’Ele e das almas; outros obtiveram ajuda para vencer graves dificuldades da alma ou do corpo... Ninguém voltou desses lugares com as mãos vazias. Paulo VI dizia que a Providência, “por caminhos frequentemente admiráveis, marcou os santuários marianos com um cunho particular”9.

As pessoas acorrem a estes lugares, pequenos ou grandes, em que há uma presença especial da Virgem, para dar-lhe graças, para louvá-la, para pedir-lhe, e também para começar uma vida nova depois de terem vivido talvez longe de Deus. Porque, como diz João Paulo II, a herança de fé mariana de tantas gerações não é nesses lugares marianos mera recordação de um passado, mas ponto de partida para Deus. “As orações e sacrifícios oferecidos, o palpitar vital de um povo, que manifesta diante de Maria os seus seculares gozos, tristezas e esperanças, são pedras novas que elevam a dimensão sagrada de uma fé mariana. Porque, nessa continuidade religiosa, a virtude gera nova virtude, a graça atrai graça”10.

Estes locais de peregrinação, que remontam aos primeiros séculos, são actualmente incontáveis e estão espalhados por toda a terra. Foram fruto da piedade e do amor dos cristãos à sua Mãe através dos séculos. Preparemos nós a romaria na nossa oração, com sentido apostólico, com sentido penitencial (que facilita a oração e a eleva com maior prontidão a Deus) e com uma grande devoção mariana, que se há de manifestar nesse dia pela recitação cheia de piedade do Santo Rosário. Não esqueçamos que assim estaremos cumprindo a profecia feita um dia por Nossa Senhora: Eis que todas as gerações me proclamarão bem-aventurada. Não nos esqueçamos também de ter, durante todos os dias deste mês, especiais demonstrações de amor para com a nossa Mãe.

Hélder Gonçalves

sexta-feira, 6 de maio de 2011

PENSA, PRIMEIRO!

Não digas, Pai,
se não te comportas todos os dias como filho,

Não digas, Nosso,
se vives isolado no teu egoísmo,

Não digas, que estais nos céus,
se pensares só nas coisas terrenas,

Não digas, santificado seja o Vosso Nome,
se não o honras,

Não digas, venha a nós o Vosso Reino,
se o confundes com o sucesso material,

Não digas, seja feita a Vossa vontade,
se não a aceitas quando é dolorosa,

Não digas, o pão nosso de cada dia nos dai hoje,
se não te preocupas com as pessoas que passam fome,
sem cultura e sem meios para viver,

Não digas, perdoai-nos as nossas ofenças,
se não perdoas ao teu irmão,

Não digas, não nos deixeis cair em tentação,
se tens a intenção de continuar a pecar,

Não digas, livrai-nos do mal,
se não tomas posição contra o mal,

Não digas, Amém,
se não tomas a sério as palavras do Pai-Nosso.

Ricardo Igreja

sábado, 30 de abril de 2011

BEATIFICAÇÃO DE JOÃO PAULO II



É já neste Domingo dia 1 de Maio que João Paulo II é beatificado e Roma prepara-se para receber milhares de peregrinos.

A beatificação do Papa João Paulo II é o resultado de uma consagração e modelo de vida que foi corajosa e audaciosa e que continua actual nos dias de hoje.

Toda a sua vida foi um combate em defesa dos valores da humanidade e que João Paulo II compreendeu desde muito cedo que a Igreja tinha uma mensagem para dar, não a sua, mas a mensagem de Jesus Cristo ao qual a Igreja é fiel depositária.

João Paulo II nunca teve medo de estar no meio das suas ovelhas, nem mesmo os atentados o pararam, porque a sua missão ía muito mais além, sendo muito ousado e incisivo, indo sempre ao centro dos problemas.

João Paulo II fez cair muitas barreiras, indo mesmo aos países comunistas ao qual marcou muito a Igreja do seu tempo com o seu cunho pessoal.
O mundo moderno nunca mais é o mesmo graças a ele.

A beatificação de João Paulo II é considerado um record em questão de tempo, porque a Igreja leva muito tempo a tratar destas questões, mas foi graças ao milagre da freira Simon Pierre que sofria da mesma doença que o Papa (Parkinson), e que acordou uma manhã totalmente curada sem que os médicos possam dar uma explicação.

A beatificação é o penultimo passo antes da sua canonização e, para acontecer a canonização é preciso reconhecer outro milagre para que seja declarado Santo definitivamente.

Que João Paulo II continue a intervir por todos nós junto de Deus.

Hélder Gonçalves

segunda-feira, 25 de abril de 2011

COMPASSO PASCAL



Foi com enorme alegria que participei mais um ano no Compasso Pascal.

É uma experiência que se recomenda a todos quantos os que tiverem a oportunidade de participarem, visto que são vivências muito próprias difíceis de explicar.

Todos os paroquianos receberam-nos muito bem, mas, o mais importante não foi receberem-nos a nós mas sim a Jesus Cristo Ressuscitado.

Neste mundo estamos só de passagem.

Nada acaba com a morte, mas tudo continua na eternidade.
Todos nós nascemos para morrer e havemos de morrer para VIver.
Esta é a nossa Fé e a Fé da Igreja Católica.

Levar este anúncio a tanta gente e muitos nem sequer se podem deslocar por diversos motivos, aleijados, doentes, idosos, etc... é o dever de qualquer cristão testemunhar a Ressurreição de Cristo.

Jesus Cristo Ressuscitado, é uma mensagem de esperança e Amor.

Hélder Gonçalves


sexta-feira, 22 de abril de 2011

PÁSCOA DOS CRISTÃOS

Pàscoa Cristã, Católica, quer dizer Passagem

 
1- Passagem de Jesus da morte (sexta feira santa - 15h00) para a vida ressuscitada (dia de Páscoa).

2- Passagem da natureza do inverno (morte aparente das árvores) para a renovação pujante na primavera.

3- Deus passou no Egipto no tempo de Moisés – 1250 anos antes de Cristo mais ou menos Passagem do povo hebreu da escravidão do Egipto pela mão de Moisés, instrumento de Deus, para a terra prometida – Canaã, Israel, terra de liberdade.

4- Passagem dos cristãos católicos da vida velha do pecado para a vida nova da graça.

5- Toda a vida é uma passagem, uma Páscoa, que deveria ser para uma vida melhor. Sabemos que no aspecto físico, a partir de uma certa idade, vamo-nos degradando, envelhecendo, ficando mais fracos, mais doentes, mas no aspecto psíquico e espiritual, deveríamos passar para uma vida mais abundante, mais intensa de fé, de esperança e de caridade (amor desinteressado).


Páscoa - É Luz, é Vida, é Esperança, é Amor, é Verdade, é Redenção, é Resgate, é Salvação, é Perdão, é Reconciliação, é Fé, é Ternura, é Compreensão, é Alegria, é Festa, é Solidariedade, é Vida Nova, é Vitória, é Ressurreição, é Felicidade.

Páscoa é o Amor de Deus e o Deus Amor em acção, manifestando-se de uma forma total, plena, intensa.

Este Deus Amor que ama todos os homens e mulheres como seus filhos e filhas, espera ser amado por todos eles. Quem ama, quer ser amado.

Deus ama-nos a todos de forma universal, incondicional, total. A Sua felicidade está em amar-nos e em ser amado por nós.

Deus ama-nos na Criação. Deus ama-nos na Antiga Aliança com o Povo Hebreu. Deus ama-nos na Nova Aliança com toda a humanidade por meio de Jesus Cristo. Deus ama-nos na Igreja Católica, una, santa, apostólica; a única fundada por Jesus Cristo. Todas as outras Igrejas foram fundadas por homens e mulheres.

Deus ama-nos na vida de cada dia.

Deus ama-nos em todos os acontecimentos, mesmo naqueles que, a nossos olhos e entendimento, nos parecem maus, mas que no plano de Deus podem servir para o nosso bem maior: a nossa salvação eterna.

Vive com fé em Deus a tua vida, meu irmão e perceberás esse amor de Deus por ti em todos os momentos e circunstâncias. Vive a fé como amizade, como encontro pessoal entre ti e Deus Pai Criador, Deus Filho – Jesus Salvador e Deus Espírito Santo Santificador que te habita.

Faz da tua vida, meu irmão, uma Páscoa passagem até chegares um dia à Páscoa (passagem) definitiva que será a hora da morte em que passaremos desta dimensão terrena para a dimensão espiritual e eterna.

O OVO é um símbolo da Páscoa porque tal como o pintainho está encerrado dentro do ovo e quebra a casca para nascer, assim Jesus morto estava encerrado no sepulcro, mas quebrou a barreira da morte, destruiu a porta de entrada do túmulo, ressuscitou e apareceu vivo no primeiro dia da semana - Domingo de Páscoa.

Hélder Gonçalves

terça-feira, 5 de abril de 2011

A IGREJA É MINHA CASA

A Igreja é a minha casa,
Sim, é a minha casa,
Esta igreja onde eu cresci e onde quero morrer,
Nela me sinto bem. Nela gosto de estar.
Aqui penso, projeto, sonho, alimento-me,
Aqui rezo, recordo, choro, encontro-me,
Aqui sofro, aqui canto.

A igreja é a minha casa,
Gostaria, tantas vezes, de a ver,
Mais acolhedora,
Mais aberta,
Com mais espaço para os outros,
(não é ela comunhão e sacramento?)
Mais gratuita,
Mais convidativa.

A igreja é minha casa
E tenho pena que
feche portas,
condene sem coração,
corte com quem procura...

Eu amo muito a Igreja,
porque é a minha casa.
Com defeitos?
Com a ruga dos anos?
As vezes azeda?
Mas é aminha casa.
Então, porque lhe quero muito,
vou pinta-la de fresco.
vou rasgar-lhe mais portas,
vou torna-la mais simpatica,
mais disponivel,
mais atenta.
Vou fazer com que cante mais a beleza da vida,
perca o medo e salte o mundo,
grite os calores e direitos das pessoas e povos.

A igreja é a minha casa,
se eu quiser,
se tu quiseres,
se nós todos quisermos,
todos virão a ela,
e todos nela se sentirão bem,
porque ela é o rosto de Deus,
Porque Deus habita nela.

Ricardo Igreja

sábado, 26 de março de 2011

CRUCIFIXOS - DECISÃO TRIBUNAL EUROPEU

O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, decidiu a favor da manutenção dos crucifixos nas escolas.

O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos decidiu, dia 18 de Março de 2011, que a presença de crucifixos nas salas de aula das escolas públicas não constitui uma violação da convenção europeia dos direitos humanos, e que essa é uma questão que cabe a cada estado.

Em apreciação, no Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, em Estrasburgo, França, estava o chamado “caso Lautsi”, referente a 2006. Soile Lautsi, uma cidadã italiana de origem finlandesa, apresentou, nessa altura, uma queixa contra o Estado de Itália, depois do estabelecimento de ensino público “Vittorino da Feltre”, onde estudavam os seus filhos, se ter recusado a retirar, em 2002, os crucifixos que tinha expostos nas salas de aula.

O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem deliberou favoravelmente por maioria (15 votos contra 2), considerando que a manutenção ou não de crucifixos nas escolas públicas é uma decisão que cabe a cada Estado, realçou também que não estava em causa qualquer tipo de violação da Convenção Europeia dos Direitos do Homem.

“A nova sentença do Tribunal Europeu é bem-vinda também porque contribui efectivamente para restabelecer a confiança no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos por parte de muitos europeus, convictos e cientes do papel determinante dos valores cristãos na sua própria história, mas também na construção da unidade europeia e na sua cultura de direito e liberdade”, concluiu o comunicado vaticano.

Hélder Gonçalves

domingo, 20 de março de 2011

FOTO DE JOÃO PAULO II DURANTE O ATENTADO

Esta foto foi tirada pelo fotógrafo oficial do Vaticano no dia do atentado ao Papa João Paulo II.

O Vaticano publicou-a depois da morte do Santo Padre e após longos estudos químicos na revelação da mesma.

Não se sabe porque João Paulo II quis manter oculta esta foto durante tantos anos. A Santa Sé publicou há pouco, pela primeira vez, esta foto que fora tirada pelos seguranças, no preciso momento do atentado ao Santo Padre, quando este caía no papamóvel, dobrado pela dor.

De acordo com Joaquín Navarro Valls, porta-voz da Santa Sé, foram muitos anos de estudos da revelação desta incrível fotografia e naturalmente sobre a qualidade do filme utilizado, já que na primeira revelação não se conseguia ver direito a imagem porque não era muito nítida.

Finalmente e depois de havê-la submetido a milhares de testes com os fotógrafos mais especializados do mundo, decidiram oferecerem-nos esta foto de Nossa Senhora de Chestokova, Padroeira da Polónia a “Madona Negra”, a verter lágrimas de sangue e a abraçar o saudoso Papa João Paulo II no momento do atentado.

Ricardo Igreja

sexta-feira, 18 de março de 2011

PARABÉNS A TODOS

Faz hoje precisamente 1 Ano que este Blog nasceu.

Não podemos deixar de agradecer aos milhares de visitantes que durante este ano foram a razão de ser e de existir deste Blog.

Continuaremos sempre no mesmo rumo, ou seja, continuar a Evangelizar através da internet, como o Santo Padre nos pede.

Que Deus vos abençoe a todos e continue a iluminar as vossas vidas.

Ricardo e Hélder

domingo, 13 de março de 2011

IRENA SENDLER - Quem era ?

Irena Sendler
Irena Sendler morreu...

sabes quem era?

Em memória de uma grande Senhora!


Nem sempre o prémio é atribuído a quem mais o merece...

Uma senhora de 98 anos chamada Irena faleceu há pouco tempo.

Durante a 2ª Guerra Mundial, Irena conseguiu uma autorização para trabalhar no Gueto de Varsóvia, como especialista de canalizações.

Mas os seus planos íam mais além... Sabia quais eram os planos dos nazistas relativamente aos judeus (sendo alemã)!

Irena trazia crianças escondidas no fundo da sua caixa de ferramentas e levava um saco de sarapilheira na parte de trás da sua caminhoneta (para crianças de maior tamanho). Também levava na parte de trás da caminhoneta um cão a quem ensinara a ladrar aos soldados nazis quando entrava e saía do Gueto.

Claro que os soldados não queriam nada com o cão e o ladrar deste encobriria qualquer ruído que os meninos pudessem fazer.
Enquanto conseguiu manter este trabalho, conseguiu retirar e salvar cerca de 2500 crianças.
Por fim os nazistas apanharam-na e partiram-lhe ambas as pernas, braços e prenderam-na brutalmente.

Irena mantinha um registo com o nome de todas as crianças que conseguiu retirar do Gueto, que guardava num frasco de vidro enterrado debaixo de uma árvore no seu jardim.

Depois de terminada a guerra tentou localizar os pais que tivessem sobrevivido e reunir a família. A maioria tinha sido levada para as câmaras de gás. Para aqueles que tinham perdido os pais ajudou a encontrar casas de acolhimento ou pais adotivos.

No ano passado foi proposta para receber o Prémio Nobel da Paz... mas não foi selecionada. Quem o recebeu foi Al Gore por uns dispositivos sobre o Aquecimento Global.

Não permitamos que alguma vez esta Senhora seja esquecida!!

Passaram já mais de 60 anos, desde que terminou a 2ª Guerra Mundial na Europa e escrevo esta mensagem em memória dos 6 milhões de judeus, 20 milhões de russos, 10 milhões de cristãos e 1.900 sacerdotes católicos que foram assassinados, massacrados, violados, mortos à fome e humilhados com os povos da Alemanha e Rússia que não se importaram.

Agora, mais do que nunca, com o Iraque, Irão e outros a proclamarem que O Holocausto é um mito, é imperativo assegurar que o Mundo nunca esqueça.

A intenção desta mensagem é chegar a 40 milhões de pessoas em todo o mundo.

Une-te a nós e sê mais um elo desta cadeia comemorativa e ajuda a divulgá-la por todo o mundo..

Por favor, copia esta mensagem e envia às pessoas que conheces e pede-lhes que não interrompam esta cadeia.
Podes copiá-la e publicá-la no teu Blog ou Site.

Por favor, não deixes que caía no esquecimento...

Hélder Gonçalves

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

QUEM SOU EU ?

Quem sou eu perante mim mesmo?

Quem sou eu perante os outros?

Quem sou eu perante Deus?

Quem sou eu em mim mesmo?


Nós temos muitas identidades na única identidade que nós somos. Somos uns para nós mesmos (temos uma imagem de nós mesmos); somos diferentes para os outros (eles têm outra imagem diferente daquela que nós temos de nós mesmos) e mais ainda diferentes para Deus a quem não enganamos, nem escondemos nada. Ele que conhece a nossa verdadeira e total identidade. Para mim posso pensar que sou um e ser diferente; para os outros posso parecer um e ser diferente; para Deus sou quem sou… Não há máscaras, não há mentiras, não há enganos…

A nossa identidade (o saber “quem sou eu?”) é muito importante quer nesta parte da nossa vida antes da morte, quer na parte da nossa vida depois da morte.

A nossa vida é uma só. Há só uma vida. Na dimensão corporal, terrena e na dimensão futura depois da morte. A minha identidade é a mesma. Sou o mesmo, mas sou diferente antes de morrer e depois de morrer. Mas é importante dizer: “sou o mesmo, mas estou diferente”. Aliás até neste mundo, sou o mesmo, mas estou diferente hoje do que era há dez, 20, 30 anos atrás. O mesmo poderei dizer daqui a 10, 20, 30 anos e depois da morte. Sou o mesmo, mas estou diferente.

O SER permanece, o ESTAR mudar.

Saber quem sou é muito importante.
Quem me dá a minha identidade?
Quem me diz quem sou?
Serei eu mesmo, será a minha auto-consciência?
Será a minha memória?
Será o meu corpo biológico, as minhas células?
Será aquilo que faço?
Será aquilo que tenho?
Será aquilo que conheço quem me dá a minha identidade?
Será o meu carácter e personalidade?
Tudo isto é aceitável, mas incompleto, como uma verdade parcial.

Numa perspectiva antropológica cristã, NÃO SOU EU QUE DOU A MINHA IDENTIDADE A MIM MESMO, porque não sou eu que dou a vida e o ser a mim mesmo.

A minha identidade é RECEBIDA em relação com os outros e com Aquele que é totalmente OUTRO porque radicalmente diferente dos outros humanos. Este OUTRO, eu chamo de Deus. O ser humano é um ser que se relaciona com o mundo, consigo mesmo, com os outros e se relaciona com Deus (aceitando, rejeitando, ignorando).

O bebé e a criança descobre-se a si mesmo e à sua identidade na sua relação com os outros e com o mundo à sua volta.

O ser humano é um ser Dado por Deus, criado por Deus (naturalmente servindo-se dos pais), chamado por Deus a relacionar-se com Ele.

A nossa identidade e a permanência da nossa identidade depende Daquele que nos dá a vida – Deus e depende dos outros como instrumentos de Deus.

Nós somos e existimos enquanto Deus nos der a vida e a existência e nos relacionamos com os outros.

A quaresma aproxima-se e é tempo de pensar a sério.

Quem sou eu?

Para que serve a minha vida?

Como estou a gastar a minha vida?

Qual o sentido da minha vida?

Qual o sentido da minha morte?

Que significa para mim viver?

Que significa para mim morrer?


Hélder Gonçalves

sábado, 19 de fevereiro de 2011

VIVE O PRESENTE

Senhor,
dia após dia,
instante após instante,
eu redijo o romance da minha vida
escrevo-o para a eternidade.

Concede-me que eu viva o mais possivel
em plenitude cada instante.

Cada instante que me dás
nunca mais será dado novamente.
Não quero que isso me angustie
mas que me dê o desejo
de não desperdiçar a minha vida.

Cada instante
é uma gota de união Contigo
eu não vivo o passado nem o futuro
mas vivo este momento.

E se eu estou unido a Ti, tenho Tudo.

Ricardo Igreja

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

IRMÃ LUCIA - 6 Anos depois

Santuário de Fátima
 Celebrou-se recentemente o 6º aniversário da morte da Irmã Lúcia, vidente de Fátima, que faleceu no dia 13 de Fevereiro de 2005, com 97 anos, no Mosteiro das Carmelitas, em Coimbra, onde viveu mais de 50 anos e onde os seus restos mortais permaneceram durante um ano a seu pedido.
 
A 19 de Fevereiro de 2006 o seu corpo foi trasladado para a Basílica do Santuário de Fátima, onde se encontra sepultado ao lado da sua prima, a beata Jacinta Marto.
 
Esta data foi assinalada com uma Eucaristia tanto em Coimbra como em Fátima.
 
O dia 13 de cada mês, é um dia que se celebra de um modo especial em Fátima todo o ano e são muitos os peregrinos que ali afluem todos os meses, embora as aparições tenham decorrido entre Maio e Outubro, afirmou o reitor do Santuário, padre Virgílio Antunes.
 
O Bispo de Coimbra, Dom Albino Cleto destacou a «fidelidade da irmã Lúcia na sequência do que Nossa Senhora lhe pediu»

Neste momento, está a decorrer o processo de beatificação, aguardando algumas formalidades que podem demorar ainda algum tempo mas que será coroada de êxito, assim como foram os seus primos Jacinta e Francisco já Beatos.
 
Os peregrinos depositam na Irmã Lúcia muita confiança na sua Beatificação, a quem ela era e continua a ser apenas o caminho para Deus.
 
Hélder Gonçalves
 

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

SÃO VALENTIM - AMOR VERDADEIRO


No dia 14 de Fevereiro é hábito os jovens celebrarem o dia de S. Valentim, o chamado Dia dos Namorados. Na ocasião, trocam prendas ou mensagens de amor. No entanto, a maneira de viver este dia pode ser também uma superficialização, banalização e comercialização de um valor tão nobre e profundo como é o amor.
A associação do dia de São Valentim ao amor, deve-se à uma tentaiva de cristianisar o festival pagão de Lupercália, festejado no dia 15 de fevereiro. Esta data marca o início do acasalamento dos pássaros, sendo uma festa dedicada à fertilidade.

A partir da minha experiência com jovens e adolescentes apercebo-me, cada vez mais, da sensação de frustração e de fracasso que muitas destas experiências provocam. Há que recuperar e afirmar o valor deste sentimento.
 
* São Valentim
 
Há várias teorias relativas à origem de São Valentim e à forma como este mártir romano se tornou o patrono dos apaixonados. Uma delas afirma São Valentim como um mártir que, em meados do século III, se recusou a abdicar da fé cristã que professava e, consequentemente, foi decapitado.
Outra sustenta que o imperador romano teria proibido os casamentos de modo a ter mais homens para as frentes de batalha. Um sacerdote cristão, de nome Valentim, teria violado este decreto imperial e realizava casamentos em segredo. Este segredo teria sido descoberto e Valentim teria sido preso, torturado e condenado à morte.
 
Ambas as teorias apresentam factores em comum. São Valentim foi um sacerdote cristão ou um mártir que teria sido morto a 14 de Fevereiro de 269, por não abdicar das suas convicções: o amor aos homens e a Deus. Foi, podemos dizê-lo, um mártir do amor.
 
* Amar e ser amado
 
Cada um de nós tem gravado no seu interior a necessidade de ser amado e de amar. A pessoa humana foi feita para a relação.
Há diversos tipos e níveis de amor: o amor entre Deus e os homens; o amor entre esposos; o amor entre pais e filhos; o amor entre amigos… Todos eles revelam a necessidade de nos entregarmos e de nos darmos a conhecer de uma maneira mais profunda e total em vista à nossa felicidade.
 
O maior desafio para cada um de nós é… encontrar o amor da nossa vida. Aquele amor total, que inclui a pessoa toda, tanto a alma como o corpo. Nesse amor, uma pessoa pode dizer e exprimir tudo, até ao mais íntimo, porque o outro vai compreendê-la, aceitá-la e amá-la tal como é. Há uma confiança absoluta e recíproca que permite e exige transparência e abertura – condições para a relação.
 
O amor engloba a totalidade da pessoa (corpo e alma) e é uma entrega total e incondicional.
 
* Amor de Deus e a Deus
 
Amar! É isto o que Deus faz por nós e é o que Ele quer que nós façamos por Ele. E amar é a entrega incondicional, que gera vida e felicidade.
 
«Tanto amou Deus o mundo, que lhe entregou o seu Filho Unigénito, a fim de que todo o que nele crê não se perca, mas tenha a vida eterna», escreveu o apóstolo predilecto de Jesus, João, no capítulo 3, versículo 16 do seu Evangelho. Deus deu-nos o exemplo, para que nós possamos aprender o verdadeiro sentido do amor que é sempre uma entrega total e incondicional ao outro. Assim, para nós cristãos, a origem e o fundamento do amor encontra-se em Deus, que nos amou, que nos convida a amá-l’O, e que nos apresenta como mandamento fundamental que nos amemos uns aos outros como Ele nos amou (lê no Evangelho de São Mateus o capítulo 22, versículos 37 a 39).
 
* Amor ao próximo e do próximo
 
O amor é o princípio que sustenta, qualifica e dignifica as relações humanas. Há vários tipos de amor, com várias intensidades e tonalidades mas que no fundo revelam um único sentimento: o carinho, o encanto, a admiração e o respeito pelo outro.
 
O amor, assim como todos os valores, não é uma coisa concreta e palpável, mas manifesta-se e expressa-se através de coisas concretas e palpáveis: os gestos.
 
O amor, por sua própria natureza, jamais se esgota. Podemos sempre amar mais e melhor. Acima de tudo, o amor cria um norte nas nossas vidas, funciona como uma bússola para os nossos sentimentos, pondo em ordem o nosso caos emocional. É através dele que conseguimos discernir o que há de mais importante e o de menos importante.
 
O amor é o sentimento mais íntimo, profundo e maior que uma pessoa pode sentir, que a absorve por inteiro, levando-a a entregar-se a outro de forma livre e responsável, com vista à construção da sua própria felicidade e da felicidade do outro. O amor é, assim, uma entrega recíproca, incondicional, mas restrita. Quando duas pessoas se amam, sabem que vão compartilhar toda a sua vida, ao ponto de já não serem dois mas um só: uma só carne e uma só vida.
 
Neste espírito, o amor conjugal é um projecto único de felicidade a dois, que pressupõe adaptações e sacrifícios em vista ao bem comum. Dizer a uma pessoa que a amo é dizer que me quero entregar e me comprometer incondicionalmente e para sempre num projecto de felicidade e realização pessoal. Não tem sentido dizer: «Amo-te, mas provavelmente só durará uns meses, ou uns anos, desde que continues a ser simpática e agradável, ou eu não encontre uma melhor, ou não fiques feia com a idade.» Um amo-te que implica «só por algum tempo» não é um amor verdadeiro. É antes um «gosto de ti, agradas-me, sinto-me bem contigo, mas de modo algum estou disposto a entregar-me inteiramente, nem a entregar-te a minha vida».
 
No fundo o verdadeiro amor, que o exemplo de São Valentim nos dá, não é o amor carnal, mas o amor Cristão, uma vez que ele ao amar Cristo antes de tudo, deu a sua vida defendendo a fé. Que o exemplo de São Valentim, possa abrir os nossos corações ao verdadeiro amor que nos vem de Jesus Cristo.


* Carta de amor
 
Caro/a amigo/a, amar alguém (uma pessoa ou Deus) é um sentimento maravilhoso, mas é igualmente um compromisso sério e exigente.
Neste mês de Fevereiro, se estás a pensar em celebrar o Dia de São Valentim e o valor do amor, enviando uma carta ou um gesto de amor a alguém, lembra-te que o amor que levou São Valentim a dar a sua própria vida ao ser martirizado é um sentimento maravilhoso, mas igualmente exigente e incondicional.
Escreve as tuas cartas de amor, enaltecendo o sentimento, mas nunca o banalizes, instrumentalizes ou comercializes, pois podes criar grandes frustrações e desilusões, quer nos outros, quer em ti próprio.
 
Amar não é fácil, é muito difícil, mas procura o caminho da felicidade e não o da facilidade.
 
E, já agora, deixo-te um desafio: porque não escreves uma carta de amor a Deus que te ama e que tu amas. Será que és capaz?


Hélder Gonçalves

 

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

10 MANDAMENTOS PARA IDOSOS

Aqui há tempos, pediram-me umas "máximas" que ajudassem a viver os que vão sendo atingidos pela chamada Terceira Idade. E sai-me isto que, já agora, partilho convosco:


1 - NÃO TE DEIXES ENVELHECER: nunca digas, mesmo a brincar, que estás velho. O estar velho não tem muito a ver com a idade. É uma atitude.

2- TAMBÉM NUNCA DIGAS QUE ESTÁS JOVEM: se o ouvires dos outros, não acredites em demasia.

3- PROCURA SER DO TEU TEMPO, ENTENDER O TEU TEMPO: Nem olhes para trás, nem ultrapasses as nuvens.

4- QUE O PASSADO SIRVA PARA TE SITUARES NO PRESENTE E PERSPECTIVARES O FUTURO COM SABEDORIA.

5- NÃO TE "ARMES" EM CONSELHEIRO: com os pretextos da experiência vivida e acumulada. Que sejam os outros a descobrir-te e a procurar-te.

6- NÃO TE FECHES: nem em casa, nem em ti. O mundo é o teu espaço: sai, convive, troca de ideias e experiências, ajuíza os acontecimentos que vão marcando a marcha da comunidade. Se não forem bons, procura corrigi-los.

7- ENCONTRA TEMPO: para te pores as perguntas que, se calhar, nunca te puseste a sério: Afinal quem sou eu? Porque sou? Para que sou?

8- NÃO ÉS UMA ILHA: não fazes parte de um arquipélago. Antes és um membro de uma grande família, na qual e com a qual - com cuja sorte- estás comprometido até ao pescoço.

9 - ACEITA AS LIMITAÇÕES: com naturalidade, sem queixumes nem coitadinhos. Em qualquer estádio da vida, mesmo nos mais pujantes, aparecem limitações.

10- CANTA A VIDA: em cada dia. Cada dia é o nosso dia. Nele devemos ser e estar por inteiro.

Ricardo Igreja

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

PENSAMENTOS!... 2ª Parte

Continuação do anterior...

7. Desponta uma nova inquietação religiosa nas gerações jovens.
Se sentes o vazio de uma vida inútil, de uma vida egoísta e fechada em si mesma, está na hora de perceberes que te falta algo de muito essencial- Deus.

E Deus pode e deve ser conhecido e vivido dentro de uma comunidade que acredita, que celebra e que louva o seu Deus.

8. Não sejais cristãos de braços cruzados. O futuro depende de vós, da vossa acção, da vossa vontade, da vossa consciência bem formada. A água parada torna-se podre. Jovem parado é jovem estragado. Vive-se bem quando se vive em activa comunhão fraterna com os outros.

Não sejas passivo, disposto apenas a receber. Torna-te activo dando o que tens e o que és, pois quanto mais te deres aos outros, mais te desenvolverás. Dando-te tornas-te mais rico.

9. Jovens, construí a civilização do amor, não do sexo. Há sexo a mais e amor a menos. Não confundas um e outro, ou poderás estar a caminhar para o tédio e fastio da vida. Não temas o amor. Teme, sim o sexo mal usado.

O amor enche a vida de significado, de sentido, o sexo pode esvaziá-la.

10. Rejeitai a poluição moral da sociedade moderna. É preciso defender a pureza do ambiente, da natureza, mas é preciso defender a pureza, a limpidez, a rectidão das mentes e dos corações.

Não basta limpar o exterior do copo. É preciso também limpar o interior.

11. Jovens, a Igreja precisa de vós. Vós precisais de Cristo. É na Igreja que tendes de encontrar a Cristo hoje. Sem Igreja dificilmente encontrareis a Jesus Cristo. Não se pode dizer Sim a Cristo e Não à Igreja. Dizer Sim a Cristo implica dizer Sim à Igreja, sim à Comunidade. Ela é o espaço natural para viverdes a vossa fé e praticares a religião.

12. Jovens, Sede corajosos, fortes, fiéis e humildes como Jesus.
Não se trata de ser corajoso ou forte contra os outros, mas contra o mal que há dentro de cada um e no mundo. A humildade permite a cada um reconhecer as suas limitações, fragilidades e aproximar-se de Deus Pai para receber d'Ele o dom da sua misericórdia e perdão e a fortaleza para combater o mal, sem combater as pessoas.

* Continua próximamente

Hélder Gonçalves

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

AMOR VERDADEIRO


Esta é uma dura história de guerra, porém toca-nos o coração...

A esposa de John Gebhardt, Mindy, diz que toda a familia desta criança foi executada. Os executantes pretendiam também executá-la e ainda a atingiram na cabeça... mas não conseguiram matá-la.

Ela foi tratada no Hospital de John, está a recuperar, mas ainda chora e geme muito. As enfermeiras dizem que John é o único que consegue acalmá-la.

Assim, John passou as últimas 4 noites segurando-a ao colo na cadeira, enquanto os 2 dormiam. A menina tem vindo a recuperar gradualmente.

Eles tornaram-se verdadeiras "estrelas" da guerra. John representa o que o mundo ocidental gostaria de fazer.

Isto, meus amigos, vale a pena partilhar com o Mundo inteiro.
Vamos a isso !


Vocês nunca vêem notícias destas na TV ou nos Media em geral.
Se vos tocou, dêem a conhecer.
Todos precisamos de ver que (também) existem estas realidades em que pessoas como John marcam a diferença, mesmo que seja só com uma pequena menina como esta.

Não podemos orientar o vento, mas podemos ajustar a nossa vela...

Bem hajam!

Hélder Gonçalves

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