sexta-feira, 29 de julho de 2011

10 MANDAMENTOS do ACOLHEDOR

- Acolher a Deus no seu coração, para acolher bem o irmão.

- Acolher o outro tal qual ele é, e não como gostariamos que ele fosse.

- Saber escutar, sem impor seja o que for.

- Ser generoso, dar e dar-se.

- Ser disponivel, pronto para tudo.

- Ser sério em tudo o que fazemos, desde o cumprimento do horário até à informação que se dá.

- Sorrir, mesmo quando nos apetece chorar.

- Não fazer sentir ao outro os nossos problemas.

- Acolher o outro como gostariamos de ser acolhidos.

10º - Agradecer a Deus tudo quanto recebemos dos outros. O bom e o menos bom.

Hélder Gonçalves

terça-feira, 19 de julho de 2011

BARTOLOMEU DOS MÁRTIRES - Beato e Bispo

 Bartolomeu dos Mártires nasceu em Lisboa, na paróquia dos Mártires, em Maio de 1514. Recebeu o hábito dominicano a 11 de Novembro de 1528 e professou um ano depois. Tendo concluído os estudos em 1538, leccionou Filosofia e Teologia em diversos conventos da Ordem. Foi nomeado por Pio IV, a 27 de Janeiro de 1559, Arcebispo de Braga, vindo a exercer com incansável diligência e eficácia uma intensa actividade apostólica.

Efectuou, de modo sistemático e muito eficiente, visitas pastorais às paróquias da Arquidiocese, mesmo às mais distantes e inóspitas. Fomentou a evangelização do povo, para o qual preparou um catecismo ou doutrina cristã e práticas espirituais. Preocupou-se com a santidade e a cultura do clero e redigiu muitas e valiosas obras doutrinárias, entre as quais se salientam o notável tratado “Estímulo dos Pastores” e o “Compêndio de vida espiritual”.

Participou no período final do Concílio de Trento (1561-1563), merecendo o elogio do Papa e o aplauso dos seus pares, que o chamaram Luminar do Concílio. Em vista da execução das reformas tridentinas, efectuou um Sínodo Diocesano, logo após (1564) e um Concílio Provincial dois anos mais tarde (1566), e promoveu a fundação do Seminário, dito «conciliar» (1572), para conveniente formação dos sacerdotes.

Aceite pelo Papa a sua renúncia do Arcebispado, recolheu em 1582 ao convento de Santa Cruz de Viana, construído por sua iniciativa, onde prosseguiu a vida austera de simples religioso, todo voltado para a oração, caridade e estudo. Aí faleceu a 16 de Julho de 1590.

O seu corpo encontra-se em repouso na Igreja de São Domingos em Viana do Castelo, onde é venerado por muitos fieis.

Foi Beatificado pelo Papa João Paulo II a 4 de Novembro de 2001.

Hélder Gonçalves

sábado, 16 de julho de 2011

SONHO DE DEUS

Assim fala Deus:

• Sonho com uma Igreja de ternura que viva o mandamento novo do amor como sua “norma ” e faça da ternura a sua alma e o seu sinal distintivo.

• Sonho com uma Igreja, sacramento da minha ternura no mundo, que viva a ternura no seu interior e se faça serviço dos últimos, livre de lógicas humanas e que siga o meu Filho sobre as vias do ser, do amar e do adorar, rejeitando as tentações opostas do ter, do poder e da auto-afirmação.

• Sonho com uma Igreja na qual os ministros ordenados e as pessoas consagradas imitem a ternura do pai dos dois filhos, do bom samaritano para com o ferido encontrado no caminho e do publicano que se dirige ao templo, reconhecendo-se pecador e pedindo perdão pelas próprias culpas, do bom pastor que cuida de todas as ovelhas com amor de ternura;

• Sonho com uma Igreja da comunhão e da fraternidade entre todos os seus filhos, capaz de valorizar os dons de todos e de cada um, e não uma Igreja das suspeitas e das “tomadas de posição”.

• Sonho com uma Igreja evangélica, incansavelmente empenhada em renovar-se no Espírito como esposa do seu Senhor, mensageira fiel do chamamento de todo o homem ao seguimento de Cristo, capaz de acompanhar cada um na alegria da própria vocação.

• Sonho com uma Igreja de discípulos ternamente amantes, dispostos à perseguição do Evangelho por meu amor e pelo nome do meu Filho; discípulos que se queiram bem entre eles, servindo-se reciprocamente com humanidade e não fazendo prevalecer lógicas de ambição e de carreirismo.

• Sonho com uma Igreja, capaz de acolher todos os povos e todas as pessoas com o próprio coração de Cristo e atenta para não destruir os germes de bem, presentes em todas as culturas.

• Sonho com uma Igreja que, como o carpinteiro de Nazaré, se faça pobre, superando a tentação de ser Igreja do domínio e das condenações, serva humilde de todos e de cada um segundo o modelo de seu Mestre e Senhor.

• Sonho com uma Igreja da misericórdia: uma igreja-cruz, nascida do Gólgota e resplandecente da Páscoa, fiel ao discurso das bem-aventuranças e não a lógicas diferentes.

• Sonho com uma Igreja na qual homens e mulheres se reencontrem na verdade do Evangelho e possam ser, juntos, reciprocamente e sem discriminações, apóstolos entusiastas do ressuscitado.

• Sonho com uma Igreja da amizade, anti-autoritária e anti-centralizadora, que testemunhe com toda a sua vida o meu Ser-Ternura e chame a acolher o Evangelho da ternura como opção e projecto de vida.

• Eu sou Ternura mas só me podeis conhecer se viverdes na minha ternura. Quem ama com ternura habita em Mim e Eu nele.


Ricardo Igreja

quinta-feira, 7 de julho de 2011

FÉRIAS COM UTILIDADE

Muita gente, sobretudo os estudantes já estão de férias. Nem todos, mas muitos já estão e outros estarão em breve.

A ti que passas por este blogue, faço-te um convite: aproveita as férias para seres útil aos outros. A maior alegria e felicidade não é preocupar-se connosco, com a nossa vida, prazeres, gozos, mas a maior alegria de uma vida inteira é tentar fazer os outros felizes.

Quem só se preocupa consigo mesmo, dificilmente será feliz.

Quem se isola num quarto, com um telemóvel, televisão, computador, etc, torna-se egoísta, vazio e a sua vida será banal e com pouco sentido.

Podes ajudar os pais em casa na cozinha, no jardim, no campo, nas limpezas.

Podes ajudar pessoas amigas, idosos, doentes.

Podes dar mais tempo aos outros: ajudar numa instituição de solidariedade social.

Podes participar mais na vida religiosa da tua Igreja.

Podes fazer silêncio, rezar, falar com Deus como quem fala com um amigo.

Podes ler bons livros, boas revistas, cultivar-te.

Contempla as estrelas, a lua, o sol, os montes, os vales, o mar, o rio, as plantas, os animais e vê tudo isso como uma pegada de Deus, um acto de amor de Deus por ti.

Contempla a natureza nas férias e reza pela beleza, pela ordem, pela harmonia das coisas e diz: Meus Deus, como sois grande, belo, bom. Muito obrigado por tudo o que criaste e que eu posso gozar.

Aproveita as férias sendo útil aos outros.

Muita gente mete-se em vícios porque a sua vida é vazia, nada faz pelos outros.

Hélder Gonçalves

terça-feira, 28 de junho de 2011

10 MANDAMENTOS do CATEQUISTA

– Tu estás a ser convidado para uma missão e não para uma simples tarefa que qualquer um executa. Encara a catequese como algo sério, comprometedor, útil. As tuas palavras e as tuas acções como catequista terão um efeito multiplicador se forem realizadas com ânimo e compromisso;

– Sorria ao encontrar os seus catequizandos. Um catequista precisa de sorrir mesmo quando tudo parece desabar. Executa a tua tarefa com alegria e não encares os encontros de catequese como um fardo a ser carregado;

– Se no primeiro contratempo que aparecer tu desistires, é melhor nem começares. A catequese, assim como qualquer outra actividade, apresenta situações difíceis. Mas que graça teria a missão de um catequista se tudo fosse muito fácil? Seja insistente e que a sua teimosia lhe permita continuar nesta missão e não abandonar o barco na primeira situação adversa;

– Torna os pais dos teus catequizandos aliados e não inimigos. Existem muitos pais que não querem nada com nada na catequese. Mas procura centrar o tua atenção naqueles que estão empolgados, interessados e são participantes activos. Não fiques apenas a reclamar as ausências. Vibra com as presenças daqueles que estão comprometidos com a catequese e interessados pela vida religiosa dos seus filhos;

– Lembra-te sempre que tu és um catequista da Igreja Católica. Por isso precisas de defender as doutrinas e os ensinamentos católicos. Alguns catequistas que aventuram-se na tarefa da catequese, ás vezes, por falta de preparação, acabam por fazer, nos encontros, um papel contrário aquilo que a Igreja prega sobre diversos assuntos. Isso é incoerência;

– Não te esqueças da tua vida pessoal. Por seres catequista, a visibilidade é maior. Então cuida muito dos teus actos fora da Igreja. Não precisas de ser um crente, mas é preciso dizer uma coisa e agir da mesma forma. A incoerência nas acções de qualquer cristão, passa a ser um tiro no pé;

– Saiba que tu fazes parte de um grupo de catequistas e não és um ser isolado no mundo. Por isso, esforça-te em participar nas reuniões propostas pela equipa da catequese. Procura actualizar-te dos assuntos discutidos e analisados nestas reuniões. Esta visão comunitária é essencial na catequese. Um Catequista que aceita mudar a catequese e acha que o seu trabalho é apenas os encontros, está fora de uma realidade de vivência em grupo;

– Frequenta a missa. Falamos tanto nisso nos encontros, reuniões e retiros de catequese e queixamo-nos que os jovens e os pais não frequentam as celebrações no final da semana. O pior é que muitos catequistas também não vão à missa. Como exigir alguma coisa se não damos o exemplo?

– Seja receptivo com todos, acolhedor, interessado. Mas isso não significa ser flexível demais. Tenha regras de conduta, acompanha a frequência de cada um dos teus jovens, deixa claro que tu é que mandas. Fala alto, tem postura corporal nos encontros, chega no horário marcado, avisa com antecedência quando precisares de te ausentares, mantenha o contacto com os pais pelo menos uma vez por mês. Tu és o catequista e, através de ti, o Reino de Deus está a ser divulgado. Por isso, tu precisas não apenas “aparentar”, mas ser catequista por inteiro;

10º – Seja humilde para aprender. Troque ideias com os seus colegas catequistas. Peça ajuda se for necessário. Ouça as sugestões e nunca penses que tu és o melhor catequista do mundo. Não privilegies ninguém e trata todos com igualdade. Somos apenas instrumentos nas mãos de Deus. É Ele quem opera quem nos conduz e, através de nós, evangeliza. Seja simples, humilde e ao mesmo tempo forte e guerreiro para desempenhar a tua missão.

Hélder Gonçalves

domingo, 26 de junho de 2011

APRENDI...

RELAXA, durante alguns momentos e aprecia...

De uma forma positiva, aprendi que não importa o que aconteça ou quão mau pareça o dia de hoje: a vida continua e amanhã será melhor.

Aprendi que nem sempre o tipo de relacionamente que se tem com os nossos pais é o melhor. Todavia, quando partirem, sentiremos falta deles.

Aprendi que "saber ganhar" a vida, às vezes não é a mesma coisa que "saber viver"

Aprendi que a vida às vezes, oferece-nos uma segunda oportunidade: importa aproveita-la.

Aprendi que se procurar a felicidade vou iludir-me;
Se, porém, fixar a atenção na familia, nos amigos, nas necessidades dos outros, no trabalho e procurar fazer o que está ao meu alcance, encontrarei a felicidade.

Aprendi que, quando decido alguma coisa de coração aberto, geralmente acerto.

Aprendi que, habitualmente, preciso da companhia de alguém: a presença de uma pessoa amiga constitui sempre um auxilio.

Aprendi que a mão segura e afectuosa de uma amigo perto de mim é sempre uma ajuda preciosa e, geralmente, inapreciavel.

Aprendi que ainda tenho muito que aprender...

As pessoas esquecer-se-ão do que eu disse.
Esquecer-se-ão do que eu fiz.
Mas nunca esquecerão de como eu as tratei.

Ricardo Igreja

sábado, 18 de junho de 2011

FALA-ME DE DEUS

Disse ao sonho: fala-me de Deus.
E o sonho tornou-se realidade.

Disse à mão: fala-me de Deus.
E a mão converteu-se em serviço!

Disse à voz: fala-me de Deus.
E a voz não encontrou palavras.

Disse à casa: fala-me de Deus.
E a porta abriu-se.

Disse ao rouxinol: fala-me de Deus.
E o rouxinol pôs-se a cantar.

Disse á amendoeira: fala-me de Deus.
E a amendoeira floriu.

Disse ao pobre: fala-me de Deus.
E o pobre ofereceu o seu manto.

Disse à minha mãe: fala-me de Deus.
E a minha mãe beijou-me o rosto.

Disse ao amigo: fala-me de Deus.
E o amigo ensinou-me a amar.

Disse ao guerreiro: fala-me de Deus.
E o guerreiro depôs as armas.

Disse á uma criança: fala-me de Deus.
E a criança sorriu.

Disse ao inimigo: fala-me de Deus.
E o inimigo estendeu-me a mão.

Disse de novo a um pobre: fala-me de Deus.
E o pobre acolheu-me.

Disse a Jesus: fala-me de Deus.
E Jesus rezou o Pai-Nosso.

Disse à Biblia: fala-me de Deus.
E a Biblia abriu-se.
 
Ricardo Igreja
 
 

terça-feira, 14 de junho de 2011

10 MANDAMENTOS SOBRE EUCARISTIA

1. Não te conformes com ir à Missa só por obrigação. Esforça-te por viver a fundo a fé em Cristo. Então amarás e valorizarás a Missa e, por conseguinte, descobrirás a necessidade de participar nela.

2. Luta por todos os meios para não te «acostumares» a celebrar a Missa. E se já te acostumaste, ora a Deus que te ajude a sair da rotina em que caíste, fazendo o possível pela tua parte para o conseguir.

3. Não participes na Missa movido unicamente pelo intento de pedir. A palavra Eucaristia significa acção de graças. Este vocábulo recorda, pois, que os cristãos não se reúnem só para pedir, mas também - sobretudo - para louvar a Deus e agradecer tudo o que fez, faz e fará por nós.

4. Não sobrevalorizes uma parte da Missa em detrimento de outra. Na Missa há duas partes principais: a Liturgia da Palavra e a Liturgia da Eucaristia. Asduas encontram-se estreitamente unidas, formam um todo e complementam-se mutuamente.

5. Participa sempre na Missa com gozo e alegria no coração. A Missa é uma celebração. Nela celebramos o amor imenso com que Deus nos ama. A Missa que se celebra sem gozo nem alegria é uma celebração rotineira e superficial. E uma Missa celebrada assim não pode interessar nem entusiasmar ninguém.

6. Tem sempre presente que a Missa, além de ser uma celebração, é também um compromisso. Cada vez que celebramos a Missa com fé, comprometemo-nos a imbuir-nos cada vez mais dos valores do Evangelho e, por conseguinte, a viver a nossa vida segundo o estilo de vida de Jesus.

7. Tem sempre presente que a Missa é comunhão íntima com Cristo e, ao mesmo tempo, comunhão sincera com todos e cada um dos homens e mulheres. Se falhasse uma das duas comunhões, a Missa seria um gesto hipócrita. E não há nada que nos afaste tanto de Deus como a hipocrisia.

8. Atenção! Não te aproximes para comer o Corpo e beber o Sangue de Cristo de qualquer maneira. Cristo, que se nos dá com tanto amor na Eucaristia, deve ser recebido também com muito amor. Quem se atreva a recebê-lo indignamente, deverá prestar contas diante de Deus pelo seu atrevimento.

9. Saberás se és cristão de verdade se cumprires estes dois mandamentos de Cristo: «Que vos ameis uns aos outros como Eu vos amei» (Jo 13,34), e «Fazei isto em minha memória» (1Cor 11,24-25). Quem não cumprir estes dois mandamentos, não é autenticamente cristão.

10. Participa sempre na celebração da Missa com uma atitude profundamente comunitária: chegando com tempo, ocupando os primeiros assentos ao lado de outros cristãos, orando e cantando juntos... Recusa na tua vida qualquer atitude fechada e egoísta. Todos juntos somos quem, convocados por Cristo, nos encontramos reunidos para celebrar o mesmo mistério.

Hélder Gonçalves


quarta-feira, 8 de junho de 2011

ANJO DE PORTUGAL

O Anjo de Portugal é, até hoje, o único Anjo da Guarda de um país com culto público oficializado e foi o único Anjo da Guarda de uma nação que apareceu aos homens."

Somos um País privilegiado que muitas vezes nos esquecemos desses privilégios neste cantinho abençoado por Deus e que sempre foi chamado de Terra De Santa Maria.

"A pedido do rei Dom Manuel e dos bispos portugueses, o Papa Leão X instituiu em 1504 a festa do «Anjo Custódio do Reino» cujo culto já era antigo em Portugal.

Oficializada a celebração tradicional, Dom Manuel expediu alvarás às Câmaras Municipais a determinar que essas festas em honra do nosso Anjo da Guarda fossem celebradas com a maior solenidade. Na festa do Anjo de Portugal deveriam participar as autoridades e instituições das cidades e vilas além de todo o povo.

Esta celebração manteve o seu esplendor durante os séculos XVI, XVII e XVIII em que Portugal também manteve o seu esplendor e decaiu no século XIX em que Portugal também decaiu.

Por determinação das Ordenações Manuelinas a festa do Anjo de Portugal era equiparada à festa do Corpo de Deus, já então a maior festa religiosa de Portugal, em que toda a nação afirma a sua Fé na presença real de Cristo na Eucaristia.

De acordo com o testemunho dos Pastorinhos de Fátima, em 1915 e 1916 o Anjo de Portugal apareceu por diversas vezes a anunciar as aparições de Nossa Senhora nesta sua Terra de Santa Maria e deu aos Pastorinhos a comunhão com o «preciosíssimo corpo, sangue, alma e divindade de Jesus Cristo» como ele próprio declarou.

O culto do Anjo de Portugal teve o seu maior brilho nas cidades de Braga, Coimbra e Évora, e manteve-se na diocese de Braga onde se celebrava a 9 de Julho.

No tempo de Pio XII a festa do Anjo de Portugal foi restaurada para todo o País e transladada para o dia 10 de Junho a fim de que o Dia de Portugal fosse também o Dia do Anjo de Portugal.

Da generalizada devoção ao Anjo de Portugal dão fé muitas representações, sendo especialmente notáveis as imagens do mosteiro de Santa Cruz de Coimbra e da charola do convento de Cristo, em Tomar, a pintura da Misericórdia de Évora e a iluminura do «Livro de Horas de Dom Manuel».

Vinde, Anjo de Portugal, livrar a Pátria e os portugueses de todo o mal.

Hélder Gonçalves

domingo, 5 de junho de 2011

FESTA DA SANTA CRUZ

Andor da Santa Cruz


A Festa da Santa Cruz celebra-se no fim de semana da Ascensão do Senhor, quarenta dias depois da Páscoa.

Os símbolos desta festa são os Andores Floridos, que se assumem como o ex-líbris da Vila de Alvarães, sendo únicos em todo o mundo.

Os andores são autêntica obra de arte desde 1947, feitos com milhares de pétalas de diversas flores da época únicamente, e das mãos dos seus habitantes sai o brio e bairrismo local.

Os onze Andores representam os lugares da freguesia e, para além destes também as 14 cruzes da Via Sacra feitas pelos jovens que se assumem como mordomos.

Aqui deixo algumas fotos de alguns andores:

  





  

   Hélder Gonçalves

sexta-feira, 3 de junho de 2011

BOLEIA A DEUS

CARTA ABERTA

Querido amigo como estás? ... tinha que escrever-te esta pequena mensagem para dizer-te quanto te amo e quanto és importante para mim.

Vi-te ontem quando conversavas com os teus amigos. Tenho procurado em vão uma oportunidade para falar contigo.
Esperei-te todo o dia desejando que tu também quisesses falar comigo.

Conforme o dia foi avançando mandei o sol com alguma chuva de vez em quando, mandei uma brisa suave para te acariciar o rosto. Esperava que essas mensagens te chegassem, mas nunca as notaste. Quando à noite dormias tive a tentação de, novamente, acariciar o teu rosto e por isso mandei aquele raío de luar. Esperei velando o teu lado, desejando que viesse depressa a aurora, tal era a ansia que sentia em contar-te as coisas importantes que tenho para te dizer.

De manhã levantaste-te muito depressa e não tiveste tempo de me falar.
As minhas lágrimas podem encontrar-se na chuva e no orvalho da manhã.

Hoje vejo-te triste e só. Doi-me ver-te assim. Compreende porque vives assim e custa-me muito. Quero que saibas que me preocupo muito contigo. As minhas mensagens continuarão a chegar-te através do azul do Céu e do verde dos campos. Encontra-las-ás no ssussurro das folhas e no colorido das flores. No murmúrio dos riachos ou no canto das aves. Também os raios do sol e o perfume do ar que respiras são mensagens para ti e parece que só tu as não entendes...

O meu amor por ti é mais fundo que os mares e maior que qualquer dor ou necessidade do teu coração. Se me procurasses, eu aliviaria com alegria todos os teus problemas. Passariamos uma eternidade juntos no meu jardim. Eu sei quanto a vida é dura e por isso quero ajudar-te. Quero que conheças o meu Pai. Somente tens que chamar-me e falar Comigo.

Não te esqueças, por favor, tenho tanto que partilhar contigo. Levanta apenas os olhos do chão e encontrar-me-ás. Nao te aborreço mais. És livre de escolher-Me... se quiseres. É uma decisão tua, pessoal. Eu escolhi-te a ti e por isso saberei esperar... porque te amo.

Jesus Cristo

Ricardo Igreja

sexta-feira, 27 de maio de 2011

PENSAMENTOS - 3ª Parte

Continuação do anterior...

13. A perda de valores, a dúvida, o consumismo, a droga, a violência, o erotismo, os vícios (certos jogos, alcoolismo, tabaco), sufocam e oprimem os jovens de hoje. Tu que tanto defendes a tua liberdade, porque é que te deixas escravizar por estas realidades?

Tudo isso são ídolos que te seduzem, te exploram, te oprimem e roubam a tua dignidade. Está alerta. Vigia. Tudo isso é inimigo da tua felicidade.

Não tens que alinhar com o grupo nos vícios só para seres moderno. Precisas de ter coragem e dizeres "Não" a tudo o que te pode escravizar. A tua liberdade não tem preço. Vale o preço do sangue do Filho de Deus derramado por ti.

14. A verdadeira liberdade não consiste em fazer o que se quer, mas em fazer o que se deve, em fazer o bem, em servir, em amar. Só quem ama é verdadeiramente livre. O verdadeiro amor não diminui a tua liberdade, pelo contrário, potencia-a, aumenta-a. O que pode diminuir a tua liberdade é o falso amor, as paixões desordenadas, a sedução pelas ilusões que se desfazem como bolas de sabão.

15. Jovem, para ti, quem é Jesus Cristo?

Tu gostas e precisas de modelos para imitar. Já pensaste em imitar Jesus Cristo e fazer dele o teu modelo? Em vez de fazeres o que os ídolos da música, da TV, do cinema, do desporto fazem, porque não tentas pensar, sentir, agir, sonhar, amar e viver como Jesus?

Olha que os ídolos passam como as modas e desaparecem. Jesus nunca passa. É sempre actual o que Ele disse e fez.

16. Jovens, derrubai as barreiras da superficialidade, da mediocridade, do medo, da ignorância religiosa. Sede homens e mulheres novos pela graça do baptismo. Deixai que o Evangelho se torne vida nas vossas vidas e ela ficará iluminada plenamente. Se tendes asas para voar como as águias, porque é que vos contentais em voar como as galinhas?

17. O sentido da vida encontra-se colocando-a ao serviço dos outros, da sociedade, da comunidade. Só quem ama pode esquecer-se um pouco de si e viver para os outros. Jesus chama a amar-nos uns aos outros e a servir como Ele serviu. Quem não vive para servir, não serve para viver. Só é inútil aquele que não ama.

18. Cristo conta convosco. E vós, jovens contais com Jesus Cristo? Sem Ele andareis à deriva sem saber que rumo seguir.

19. Jovem, que vais fazer da tua vida? Como a estás a orientar? Quais são as tuas motivações? O que é que te faz andar? A fama? O sucesso? A riqueza? O poder? O prazer? As dependências?

20. Jovem, não deixes a vida passar por ti. Vive-a profundamente. Usa a cabeça. Não alugues a tua cabeça às ideias dos outros. Não sigas só atrás das modas. As modas são formas de pensar, de agir e de estar criadas pelos outros.

E tu? Não vales nada? Não tens também uma cabeça para pensar, uma inteligência para usar? Porque é que te demites de pensar e segues ao sabor das correntes, do que os outros dizem, do que os outros fazem?

Acorda. Sê tu mesmo. Sê igual a ti mesmo. Tu és único. Irrepetível. Por isso não te limites a repetir aquilo que os outros fazem, sobretudo se repetes o mal que eles dizem ou fazem.


Hélder Gonçalves

quarta-feira, 25 de maio de 2011

ADORA E CONFIA

Não te inquietes pelas dificuldades da vida, pelos seus altos e baixos,
pelas suas decepções, pelo seu futuro mais ou menos sombrio. Quer o que Deus quer.

Nos contratempos e dificuldades oferece-lhe o sacrificio da tua alma simples que, apesar de tudo, aceita os desígnios da sua providencia. Pouco importa que te consideres um frustrado, se Deus te considera plenamente realizado, ao seu gosto.

Confia cegamente nesse Deus que te quer para Si.
E que chegara até ti, mesmo que nunca O vejas.
Pensa que estás nas suas mãos, tanto mais fortemente agarrado, quando mais descaído e triste te encontres.

Vive feliz, suplico-te. Vive em paz.
Que nada te perturbe.
Que nada consiga roubar-te a paz.
Nem a fadiga psiquica, nem as tuas falhas morais.
Faz com que brote, e permaneça sempre no teu rosto, um doce sorriso, reflexo daquele que o Senhor contínuamente te mostra.

E no íntimo da tua alma coloca, acima de tudo, como fonte de energia e critério de verdade, tudo aquilo que te inunde da paz de Deus.

Lembra-te: tudo o que te reprima e inquieta é falso.
Asseguro-te em nome das leis da vida e das promessas de Deus.

Portanto, quando te sentires acabrunhado, triste, adora e confia.

Ricardo Igreja

domingo, 22 de maio de 2011

BEATA MARIA CLARA

Reliquia da Beata Irmã Maria Clara do Menino Jesus

Um osso do seu dedo

Dos Escritos da Irmã Maria Clara do Menino Jesus


* Nada acontece no mundo sem permissão divina.

* Um olhar providencial de Deus vela sobre nós..

* Reflecti bem nas três compendiosas palavras: Deus, Alma, Eternidade.

* A fé faz obrar prodígios.

* Praticai a caridade com a maior perfeição.

* Trabalhemos com amor e por amor.

* Deus agrada-Se dos esforços humildes.

* A pessoa humilda atrai as graças do céu.

* Deus guarda-nos como pupila dos seus olhos.

* A paz é o verdadeiro prémio dos que bem servem a Deus.

* Recebei tudo como vindo das mãos de Deus.

* Ânimo e coragem, que esta vida são dois dias e o céu é para toda uma eternidade.

* Não nos deixemos abater pelas dificuldades.

* Por um momento de combate é-nos prometida uma eternidade de glória.

* O sol da justiça pode eclipsar-se por um momento, mas é para reaparecer com mais esplendor.

* Como Deus é bom! Deus seja bendito!

* A minha alma glorifica o Senhor, porque opera milagres sobre o nosso calvário. 


Algumas imagens da Celebração da Beatificação

Cardeal Angelo Amato
Prefeito da Congregação para a causa dos Santos
Representante do Sumo Pontífice Bento XVI

     Dom José Da Cruz Policarpo
Cardeal Patriarca de Lisboa

Muitos Sacerdotes presentes

Muitos Acólitos presentes

 Entrega da Reliquia
com a presença da D. Georgina a quem o milagre foi concebido

Momento da Beatificação 11h37

Oração para pedir graças e a CanonizaçãoBeata Maria Clara

Santissima Trindade, altíssimo, omnipotente e bom Senhor!  Vós, que fizeste resplandecer a vossa santidade na vida simples e humilde da Bem-Aventurada Maria Clara do Menino Jesus, chamando-a a ser apóstola da vossa ternura e misericórdia, concedei-nos a graça da sua Canonização. Fazei brilhar sobre nós a claridade da vossa luz, para que, vivendo no espírito das bem-aventuranças, pratiquemos as Obras de Misericórdia, em fidelidade ao santo Evangelho.
Por intercessão da Beata Maria Clara do Menino Jesus, atendei as nossas preces e concedei-nos a graça que confiadamente Vos suplicamos (pedir a graça).
A Vós toda a honra e toda a glória, pelos séculos dos séculos. Amem!

Pai Nosso....     Avé Maria...     Glória ao Pai...

Bem-Aventurada Maria Clara, rogai por nós!



Hélder Gonçalves


quinta-feira, 19 de maio de 2011

BEATIFICAÇÃO IRMÃ MARIA CLARA


Beata Irmã Maria Ckara
  Portugal prepara-se para mais uma beatificação no próximo sábado dia 21 de Maio, da Irmã Maria Clara, mais conhecida por «Mãe Clara», que viveu no século XIX.

A celebração vai decorrer no Estádio do Restelo em Belém e terá inicio às 10h30, sob a presidência do Patriarca de Lisboa, Dom José Policarpo.

O ritual da beatificação inclui a leitura da Carta Apostólica e a “chamada procissão das relíquias”, que neste caso será “um osso da Madre Maria Clara”.

«Maria Clara, um rosto de ternura e da misericórdia de Deus» é o slogan escolhido para a celebração.

A irmã Clara foi a fundadora das irmãs Franciscanas e, espera-se muitos peregrinos de vários países.

Libânia do Carmo Galvão Meixa de Moura Telles de Albuquerque, mais conhecida por «Mãe Clara», nasceu na Amadora, em Lisboa, a 15 de Junho de 1843 e morreu em Lisboa no dia 1 de Dezembro de 1899 e o seu processo de canonização viria a iniciar-se em 1995.

Esta beatificação acontece quando Bento XVI assinou o decreto de aprovação do milagre a 10 de Dezembro de 2010 relativo a uma cidadã espanhola Georgina Troncoso Monteagudo, afectada por um grave problema de pele, e ao qual ficou curada, quando ela se deslocou ao túmulo no dia 12 de Novembro de 2003 e pediu a sua intercessão. A cidadã espanhola deve estar presente na celebração da beatificação.

Recebeu o hábito de Capuchinha, em 1869, escolhendo o nome de Irmã Maria Clara do Menino Jesus.

A futura beata foi enviada a Calais, França, a 10 de Fevereiro de 1870, para fazer o noviciado, na intenção de fundar, depois, em Portugal, uma nova Congregação.

Abriu a primeira comunidade da CONFHIC em S. Patrício - Lisboa, no dia 3 de Maio de 1871 e, cinco anos depois, a 27 de Março de 1876, a Congregação é aprovada pela Santa Sé.

Irmã Clara, vai assim juntar-se a cinco outros santos portugueses que foram beatificados recentemente como: Os Pastorinhos Jacinta e Francisco 13.05.2000, Frei Bartolomeu dos Mártires 4.11.2001, Alexandrina de Balazar 25.04.2004, Rita Amada de Jesus 28.05.2006 e Nuno Alvares Pereira, o Santo Condestável a 26.04.2009.

Portugal tem sido abençoado por Deus.

A beatificação, que antecede a canonização (declaração de santidade), é o rito através do qual a Igreja Católica propõe uma pessoa como modelo de vida e intercessor junto de Deus, ao mesmo tempo que autoriza o seu culto público, normalmente em âmbito restrito (diocese ou família religiosa).

Hélder Gonçalves

sábado, 14 de maio de 2011

SOL EM FÁTIMA - Milagre?


Sold de Fátima a 13.05.2011

Foram muitos os que pela fé se deslocaram a Fátima este ano, cerca de 250 a 300.000 peregrinos.

As celebrações deste ano foram orientadas sobre a presidência do Bispo de Boston.

Durante a manhã iniciou-se com o rosário, depois a Eucaristia Solene, passando pela Adoração ao Santissimo e bênção dos doentes e antes de terminar todos os presentes tiveram direito a ver uma transmissão nas telas sobre a vida do Beato Papa João Paulo II e encerraram com a procissão do adeus a Nossa Senhora.

O que me leva a escrever este artigo, foi justamente o que aconteceu durante a projecção da vida do Beato João Paulo II.
Enquanto isto acontecia o sol ficou cercado por uma roda com o Arco-Iris e durou cerca de uma hora até terminar a procissão do Adeus.

Pode-se pensar o que quizer, mas para muitos que ali se encontravam gritaram "Milagre" pois acreditam que era a presença do Beato João Paulo II e de Nossa Senhora. Nada disto tem a ver com o milagre do sol de 1917, mas a fé é muita.

Outros dirão, como se apressaram a dizer, que isto foi um fenómeno da natureza, mas será ? Que coincidência.
Então porque é que isto aconteceu neste dia e neste preciso momento?
Para muitos não há dúvida, Nossa Senhora marcou mais uma vez a sua presença e no coração de muitos foi milagre.

Hélder Gonçalves

DEUS É NOSSA FORÇA

Um senhor, acompanhado pelo seu filho, ía subir a um monte alto. O pai sugeriu que o menino fosse à frente e ele atrás.

A criança começou a subida com muito entusiasmo, pois queria mostrar ao pai que era forte e capaz.

O caminho, porém, tornava-se cada vez mais ingreme e difícil e por isso, o menino de vez em quando caía, mas, porque era corajoso, levantava-se e recomeçava de novo a subir.

Os espinhos rasgavam-lhe a roupa e feriam-no, mas mesmo assim, continuou a subir até que deu uma valente queda e não pode subir mais. Então, a chorar, voltou-se para o pai e disse:

- Paizinho, não posso continuar: já não tenho forças! Ajuda-me a subir.

Então, o pai pegou no filho ao colo e levou-o  até ao alto do monte. Ele nunca esperara que a criança conseguisse subir sózinha.

Deus não quer que subamos a montanha da nossa vida sozinhos. Toda a nossa experiência  ensina-nos que temos um grande Amigo invisível, é certo, mas muito real, que espera o momento em que nós, conscientes da nossa fraqueza, como a criança extenuada e sem forças, nos voltemos para Ele, em busca da proteção e auxílio.

Deus, na sua infinita bondade e misericórdia, pode e quer proteger-nos, pode e quer dar-nos a sua mão; eu diria até: que "levar-nos ao colo".
Recorramos, pois, a Ele com a mesma confiança com que a criança recorreu ao apoio do pai.
 
Ricardo Igreja
 
 

quarta-feira, 11 de maio de 2011

PEREGRINAR A FÁTIMA

Estes dias são milhares de pessoas a chegar a Fátima a pé para as celebrações de 12 e 13 de Maio em Fátima para a primeira aparição de Nossa Senhora em 1917.
Em Portugal muitas dezenas de milhar de pessoas peregrinam a pé anualmente.
A Fátima vão mais de 50.000 todos os anos, número sempre em crescimento.

Uma grande dificuldade enfrentam os peregrinos que viajam a pé: o transito automóvel que não só é extremamente perigoso como muito incómodo devido ao ruído. Alem disso caminhar no asfalto muitos quilómetros é penoso pela dureza do piso e no Verão pelo calor que o mesmo transmite aos pés.
Por tudo isto decidiu o CNC conceber um plano, a nível nacional, de identificação de caminhos alternativos às grandes estradas nacionais de intenso transito automóvel que permitam aos peregrinos caminhar em segurança e em paz, desfrutando de belas paisagens, gozando o silêncio. Sempre que possível os caminhos escolhidos são de terra batida e quando isso não é possível são pequenas estradas rurais com escasso transito. Todos os caminhos estão sinalizados com marcos nos quais está indicada a direcção de Fátima. Ao logo dos caminhos encontram-se aldeias, vilas e cidades onde se pode pernoitar, tomar refeições, e obter qualquer tipo de assistência que porventura se necessite.

Peregrinar é uma forma de procurar, de avançar, de olhar o horizonte essa linha onde a Terra e o Céu se tocam. Peregrinar é empreender uma viagem. É também uma forma de olhar para dentro. Peregrinar é uma atitude tão antiga quanto a existência do Homem. Todas as grandes religiões consideram a peregrinação como uma via de conversão desde que empreendida com inquietação e espírito de busca.

As grandes peregrinações cristãs são à Terra Santa, a Roma, a Santiago de Compostela e, mais recentemente, a Fátima. A peregrinação a pé era, em tempos antigos, a forma mais comum de peregrinar para os menos afortunados por ser a mais barata. A pé se faziam centenas de quilómetros, ás vezes milhares, em viagens que duravam semanas e às vezes meses.

Também hoje se peregrina a pé. Nalguns locais peregrina-se a pé pelas mesmas razões que antes mas muitas vezes e sobretudo na Europa peregrina-se a pé porque se prefere caminhar. Por vezes ainda porque se fez uma promessa mas cada vez mais pelo simples e profundo desejo de percorrer um caminho iniciático, com algum esforço físico e psíquico, superando dificuldades, aproximando-se do lugar almejado. E sempre mergulhado no silêncio, pelos campos, olhando para longe e para dentro de si mesmo.

Hélder Gonçalves

domingo, 8 de maio de 2011

MAIO - Mês de Maria

- Quem de nós nunca recorreu á Virgem para interceder por nós?

- O Mês de Maio desde há muitos séculos sempre foi dedicado especialmente à Mãe de Deus.


«Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos,
peço-Vos perdão, pelos que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam»



* A DEVOÇÃO: À VIRGEM ATRAI A MISERICÓRDIA DIVINA


“Mês de sol e de flores [...], mês de Maria, a coroar o tempo pascal.
O nosso pensamento acompanhava Jesus desde o Advento; agora que a paz, que é consequência da Ressurreição, reina no nosso coração, como não nos dirigirmos Àquela que no-lo trouxe?

“Apareceu sobre a terra para preparar a sua vinda; viveu à sua sombra, ao ponto de não a vermos no Evangelho senão como Mãe de Jesus, seguindo-O, velando por Ele; e quando Jesus nos deixa, Ela desaparece suavemente. Desaparece, mas fica na memória dos povos, porque lhe devemos Jesus...”1

Como em outras ocasiões, Jesus dirige-se à multidão e fala-lhe dos mistérios do Reino de Deus. As pessoas que o rodeiam têm os olhos fixos n’Ele e guardam um profundo silêncio. De repente, uma mulher grita com toda a força: Bem-aventurado o ventre que te trouxe e os peitos que te amamentaram2.

Começa a cumprir-se a profecia contida no Magnificat: Eis que todas as gerações me proclamarão bem-aventurada3. Com o desembaraço da gente do povo, uma mulher dá início àquilo que não terminará até ao fim do mundo.

Essas palavras de Santa Maria, proferidas nos começos da sua vocação sob o impulso do Espírito Santo, teriam o seu total cumprimento através dos séculos: poetas, intelectuais, reis e guerreiros, artesãos, mães de família, homens e mulheres, gente de idade madura e meninos que acabaram de aprender a falar; no campo, na cidade, no cume dos montes, nas fábricas e nos caminhos; no meio da dor ou da alegria, em momentos transcendentais (quantos milhões de cristãos não entregaram a sua alma a Deus olhando para uma imagem da Virgem ou recitando com os lábios ou apenas em pensamento o doce nome de Maria!), ou simplesmente no dobrar de uma esquina da qual se vislumbrava uma imagem de Nossa Senhora; em tantas e tão diversas situações, milhares de vozes, em línguas diversíssimas, cantaram os seus louvores à Mãe de Deus.

É um clamor ininterrupto por toda a terra, que atrai todos os dias a misericórdia de Deus sobre o mundo, e que não se explica senão por um expresso querer divino. “Desde remotíssimos tempos – recorda o Concílio Vaticano II – a Bem-aventurada Virgem Maria é venerada sob o título de Mãe de Deus, sob cuja protecção os fiéis se refugiam suplicies em todos os seus perigos e necessidades”4.

Todo o povo cristão soube sempre chegar a Deus através da sua Mãe. Com uma experiência constante das suas graças e favores, chamou-a Omnipotência suplicante e encontrou n’Ela o atalho que o levava mais depressa para Deus. O amor inventou numerosas formas de tratá-la e honrá-la e a Igreja fomentou e abençoou constantemente essas devoções como caminho seguro para chegar até o Senhor, “porque Maria é sempre caminho que conduz a Cristo. Todo o encontro com Ela não pode deixar de terminar num encontro com o próprio Cristo. E o que significa o contínuo recurso a Maria senão procurar entre os seus braços, n’Ela, por Ela e com Ela, a Cristo, Nosso Salvador?”5


* O MÊS DE MAIO


Neste mês de Maio, muitos bons cristãos cultivam especiais manifestações de piedade para com a Virgem Santa Maria, e essas práticas são para eles fonte de alegria em todos os dias do mês. Seguem de perto a recomendação do Concílio Vaticano II: “Todos os fiéis cristãos ofereçam insistentes súplicas à Mãe de Deus e Mãe dos homens para que Ela, que com as suas preces assistiu às primícias da Igreja, também agora, exaltada no Céu sobre todos os bem-aventurados e anjos, na Comunhão de todos os Santos, interceda junto do seu Filho”6. E em outro lugar: “Dêem grande valor às práticas e aos exercícios de piedade para com a Virgem Maria recomendados pelo Magistério no decurso dos séculos”7.

A devoção à Virgem no mês de Maio nasceu do amor, que sempre procurou novas formas de exprimir-se, e da reacção contra os costumes pagãos que existiam em muitos lugares no “mês das flores”. Ao longo dos dias deste mês, os cristãos oferecem a Nossa Senhora especiais obséquios que os levam a estar mais perto d´’Ela: romarias, visitas a alguma igreja a Ela dedicada, pequenos sacrifícios em sua honra, horas de estudo ou de trabalho bem acabado, mais atenção na recitação do terço... “Surge assim em nós, de forma espontânea e natural, o desejo de procurar a intimidade com a Mãe de Deus, que é também nossa Mãe; de conviver com Ela como se convive com uma pessoa viva, já que sobre Ela não triunfou a morte, antes está em corpo e alma junto de Deus Pai, junto de seu Filho, junto do Espírito Santo [...].

“Como se comporta um filho ou uma filha normal com a sua mãe? De mil maneiras, mas sempre com carinho e confiança. Com um carinho que em cada caso fluirá por condutos nascidos da própria vida, e que nunca são uma coisa fria, mas costumes íntimos de lar, pequenos detalhes diários que o filho precisa ter com sua mãe e de que a mãe sente falta se alguma vez o filho os esquece: um beijo ou uma carícia ao sair de casa ou ao voltar, uma pequena delicadeza, umas palavras expressivas...

“Nas nossas relações com a nossa Mãe do Céu, existem também essas normas de piedade filial que são os moldes do nosso comportamento habitual com Ela. Muitos cristãos adoptam o antigo costume do escapulário; ou adquirem o hábito de saudar – não são precisas palavras, basta o pensamento – as imagens de Maria que se encontram em todo o lar cristão ou adornam as ruas de tantas cidades; ou vivem essa maravilhosa oração que é o terço, em que a alma não se cansa de dizer sempre as mesmas coisas, como não se cansam os namorados, e em que se aprende a reviver os momentos centrais da vida do Senhor; ou então acostumam-se a dedicar à Senhora um dia da semana – precisamente este em que agora estamos reunidos: o sábado –, oferecendo-lhe alguma pequena delicadeza e meditando mais especialmente na sua maternidade”8.


* AS ROMARIAS: SENTIDO PENITENCIAL E APOSTÓLICO


Uma manifestação tradicional de amor à nossa Mãe é a romaria a um santuário ou ermida de Nossa Senhora. É uma visita revestida de carácter penitencial – traduzido talvez num pequeno sacrifício: fazer o trajecto a pé a partir de um lugar conveniente, ter algum pormenor de sobriedade que custe sacrifício... – e de sentido apostólico, com o propósito de aproximar mais de Deus as pessoas que nos acompanham e rezando juntos com especial piedade os três terços do Santo Rosário.

A romaria pode ser uma ocasião muito propícia e fecunda de apostolado com os nossos amigos. Nesses santuários e ermidas, milhares de pessoas alcançaram graças ordinárias e extraordinárias da Mãe de Deus: uns começaram uma vida nova, depois de fazerem uma boa confissão dos seus pecados, talvez após muitos anos; outros compreenderam que o Senhor os chamava a uma entrega mais plena ao serviço d’Ele e das almas; outros obtiveram ajuda para vencer graves dificuldades da alma ou do corpo... Ninguém voltou desses lugares com as mãos vazias. Paulo VI dizia que a Providência, “por caminhos frequentemente admiráveis, marcou os santuários marianos com um cunho particular”9.

As pessoas acorrem a estes lugares, pequenos ou grandes, em que há uma presença especial da Virgem, para dar-lhe graças, para louvá-la, para pedir-lhe, e também para começar uma vida nova depois de terem vivido talvez longe de Deus. Porque, como diz João Paulo II, a herança de fé mariana de tantas gerações não é nesses lugares marianos mera recordação de um passado, mas ponto de partida para Deus. “As orações e sacrifícios oferecidos, o palpitar vital de um povo, que manifesta diante de Maria os seus seculares gozos, tristezas e esperanças, são pedras novas que elevam a dimensão sagrada de uma fé mariana. Porque, nessa continuidade religiosa, a virtude gera nova virtude, a graça atrai graça”10.

Estes locais de peregrinação, que remontam aos primeiros séculos, são actualmente incontáveis e estão espalhados por toda a terra. Foram fruto da piedade e do amor dos cristãos à sua Mãe através dos séculos. Preparemos nós a romaria na nossa oração, com sentido apostólico, com sentido penitencial (que facilita a oração e a eleva com maior prontidão a Deus) e com uma grande devoção mariana, que se há de manifestar nesse dia pela recitação cheia de piedade do Santo Rosário. Não esqueçamos que assim estaremos cumprindo a profecia feita um dia por Nossa Senhora: Eis que todas as gerações me proclamarão bem-aventurada. Não nos esqueçamos também de ter, durante todos os dias deste mês, especiais demonstrações de amor para com a nossa Mãe.

Hélder Gonçalves

sexta-feira, 6 de maio de 2011

PENSA, PRIMEIRO!

Não digas, Pai,
se não te comportas todos os dias como filho,

Não digas, Nosso,
se vives isolado no teu egoísmo,

Não digas, que estais nos céus,
se pensares só nas coisas terrenas,

Não digas, santificado seja o Vosso Nome,
se não o honras,

Não digas, venha a nós o Vosso Reino,
se o confundes com o sucesso material,

Não digas, seja feita a Vossa vontade,
se não a aceitas quando é dolorosa,

Não digas, o pão nosso de cada dia nos dai hoje,
se não te preocupas com as pessoas que passam fome,
sem cultura e sem meios para viver,

Não digas, perdoai-nos as nossas ofenças,
se não perdoas ao teu irmão,

Não digas, não nos deixeis cair em tentação,
se tens a intenção de continuar a pecar,

Não digas, livrai-nos do mal,
se não tomas posição contra o mal,

Não digas, Amém,
se não tomas a sério as palavras do Pai-Nosso.

Ricardo Igreja

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