segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Cruz do Santo Graal

A Cruz do Santo Graal é a Cruz da Verdade, na qual se encontra todo aquele que promana da Verdade.

Promanar da Verdade, no entanto, significa: promanar do divinal, pois somente no divinal se encontra a Verdade viva, que se evidencia através dessa Cruz. 

A Cruz não é nenhum símbolo, nenhum distintivo, mas sim a própria Verdade viva.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

10 Mandamentos do Papa Francisco

O Papa Francisco concedeu uma entrevista à revista argentina Viva, publicada no dia 27 de Julho, em que deixou para os leitores algumas dicas preciosas para ajudar na busca da felicidade. Eis os 10 conselhos do Papa:


1) Viver e deixar viver, primeiro passo para a felicidade
"Aqui os romanos têm um ditado e podemos levá-lo em consideração para explicar a fórmula que diz: 'Vá em frente e deixe as pessoas irem junto'." Viva e deixe viver é o primeiro passo da paz e da felicidade.

2) Doar-se aos outros para não deixar o coração dormindo
"Se alguém fica estagnado, corre o risco de ser egoísta. E água parada é a primeira a ser corrompida."

3) Mover-se com humildade, com benevolência entre as pessoas e as situações
O Papa usa o termo “remansadamente”, de um clássico da literatura argentina. "No [romance] 'Dom Segundo Sombra' há uma coisa muito linda, de alguém que relê a sua vida. Diz que em jovem era uma corrente rochosa que levava tudo à frente; quando adulto era um rio que andava para a frente e que na velhice se sentia em movimento, mas remansado. Eu utilizaria esta imagem do poeta e romancista Ricardo Guiraldes, este último adjectivo, remansado. A capacidade de se mover com benevolência e humildade, o remanso da vida. Os anciãos têm essa sabedoria, são a memória de um povo. E um povo que não se importa com os mais velhos não tem futuro."

4) Preservar o tempo livre como uma sadia cultura do ócio
“O consumismo levou-nos a essa ansiedade de perder a sã cultura do ócio, desfrutar a leitura, a arte e as brincadeiras com as crianças. Agora confesso pouco, mas em Buenos Aires confessava muito e quando via uma mãe jovem perguntava: Quantos filhos tens? Brincas com os teus filhos? E era uma pergunta que não se esperava, mas eu dizia que brincar com as crianças é a chave, é uma cultura sã. É difícil, os pais vão trabalhar e voltam às vezes quando os filhos já dormem. É difícil, mas há que fazê-lo".

5) O domingo é para a família
"Um outro dia, em Campobasso (Itália), fui a uma reunião entre o mundo universitário e mundo trabalhador, todos reclamavam que o domingo não era para trabalhar. O domingo é para a família".

6) Ajudar de forma criativa os jovens a conseguir um emprego digno
"Temos de ser criativos com este desafio. Se faltam oportunidades, caem na droga. E é muito elevado o índice de suicídios entre os jovens sem trabalho. Outro dia li, mas não me fio porque não é um dado científico, que havia 75 milhões de jovens com menos 25 anos desempregados. Não basta dar-lhes comer, há que inventar cursos de um ano de canalizador, electricista, costureiro. A dignidade de levar o pão para casa".

7) Cuidar da natureza, amar a criação
"Há que cuidar da criação e não o estamos fazendo isso. É um dos maiores desafios que temos.”

8) Esquecer-se rapidamente do negativo que afecta a vida
“A necessidade de falar mal de alguém indica uma baixa auto-estima. É como dizer ‘sinto-me tão em baixo que em vez de subir baixo o outro’. Esquecer-se rapidamente do negativo é muito mais saudável”.

9) Respeitar o pensamento dos outros
“Podemos inquietar o outro com o testemunho para que ambos progridam com essa comunicação, mas a pior coisa que se pode fazer é o proselitismo religioso, que paralisa: ‘Eu dialogo contigo para te convencer'. Não. Cada um dialoga sobre a sua identidade. A Igreja cresce por atracção, não por proselitismo".

10) Buscar a paz é um compromisso
"Vivemos uma época de muitas guerras. Na África parecem guerras tribais, mas são algo mais. A guerra destrói. E o clamor pela paz é preciso ser gritado. A paz, às vezes, dá a ideia de quietude, mas nunca é quietude, é sempre uma paz activa".

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

São Francisco Xavier

Francisco: A semente de Deus no Oriente

Francisco não desistiu no seu ardor evangelizador em terras de missão 

São Francisco Xavier foi um grande missionário. Dedicou os últimos 11 anos da sua vida a evangelizar a Índia, o sudeste asiático e o Japão, num incrível périplo que deixou à sua passagem a semente de Cristo a partir da qual começaram a crescer as comunidades cristãs. O santo navarro é padroeiro das missões.

Francisco Xavier nasceu em 1506 no castelo familiar, muito próximo da capital navarra, Pamplona. De família abastada, os seus pais enviaram-no a estudar a Paris, em cuja universidade veio a conhecer Santo Inácio de Loyola. Num primeiro momento apenas tem um contacto formal com o basco, mas através de amigos comuns Xavier aproxima-se de Inácio. O fundador dos Jesuítas interpela-o a viver uma vida de plenitude, que só é possível com uma entrega total a Cristo. Xavier resiste, até que finalmente aceita o convite de Inácio para assistir a um retiro especial. Trata-se dos ‘exercícios espirituais’ jesuítas, o principal de todos, no qual – dirigido por Inácio - Xavier fica profundamente tocado e decidido a seguir Cristo.


A Companhia de Jesus

Xavier forma parte dos sete primeiros seguidores de Santo Inácio, consagrados a Deus em 1534. O plano de Inácio é o de viajar para a Terra Santa, mas acaba por abandonar  o projecto. Xavier é enviado em 1540 para a Índia. Para isso é necessário partir de Lisboa. O rei tem-no em tão grande estima devido à sua fama de santidade que o retém durante um ano. Finalmente em 1541 parte para o Oriente.

O barco de Xavier demora 13 meses a chegar ao seu destino, tempo no qual exerce a tarefa de director espiritual da embarcação. Finalmente chegam à colónia portuguesa de Goa a 6 de Maio de 1542.

Xavier encontra nas colónias um ambiente de abandono da prática religiosa e um abuso dos nativos, que são tratados como escravos ou como seres inferiores. Xavier denuncia isto em diversas ocasiões perante as autoridades locais, chegando inclusivamente a insistir com o rei de Portugal para que tomasse medidas contra os abusos. Xavier revela nas suas cartas que o trato dos cristãos de origem europeia para com os seus irmãos indígenas é “uma espinha cravada no meu coração”.

O ardor missionário de Xavier fá-lo viajar pelas diferentes colónias portuguesas do Oriente nesses anos. Ele visita a tribo dos Paravas que vive na costa de Ceilão, Malásia, Indonésia, a tribo das Molucas… e muitas outras.


Japão e China

Japão é o próximo objectivo do missionário navarro para onde parte em 1549. No Japão consegue a conversão de milhares de pessoas, ajudado por três japoneses que conheceu na Índia. Xavier viaja de cidade em cidade: Kagoshima, Hirado, Yamaguchi, Kioto, são testemunhas do apostolado de Xavier que deixa uma fecunda comunidade cristã que permaneceu através dos séculos até aos nossos dias.

1552 registou o regresso de Xavier à Índia, a partir de onde se multiplica para atender as diferentes colónias. Na sua ausência os abusos para com os indígenas aumentaram e Xavier concentra a sua preocupação em corrigir esses abusos e confirmar na fé os seus irmãos. Ali conhece um jovem chinês. A sua terra desperta o desejo do missionário para ir lá pregar a Palavra de Deus. Em Abril de 1552 parte para a China, um país até ao momento inacessível para os estrangeiros.

A sua ideia é desembarcar na ilha de Sancián, frente à costa chinesa e introduzir-se furtivamente no país, mas os seus planos não correm como esperava.

Xavier contrai uma febre que o deixa muito doente na ilha, é acolhido por um comerciante português, que o recebe numa cabana sem condições. De modo que, passadas poucas semanas naquele estado, em 3 de Dezembro de 1552 entrega a sua alma a Deus às portas da China.

Xavier entregou-se a Deus sem reservas. Como todos, se num primeiro momento resistiu a una vida de exigência, de anúncio da Palavra, depois aceitou a vontade de Deus para ser o seu instrumento. As comunidades cristãs do Oriente fundadas ou confirmadas pelo santo permanecem até hoje.

São Francisco Xavier foi canonizado em 1622, como aconteceu com Inácio de Loyola, Teresa de Jesus, Filipe Neri e Isidro o Lavrador.


Data de Nascimento: 07 de Abril de 1506; Castelo de Xavier, Navarra, Espanha.

Dia litúrgico: 3 de Dezembro

Causa da morte: Febre contraída durante a actividade missionária na China.

Título na Igreja: Apóstolo do Extremo Oriente.

Conhecido por: Ser um gigante na história das missões, baptizando mais de 50.000 pessoas de todas as raças e idades, desde crianças até estudantes universitários, de pobres leprosos a Reis saudáveis.

Evangelizador em: Toda a Ásia, África, as Índias Orientais.

Padroeiro de: Missões ad gentes, missionários, navegantes, missões paroquiais, Austrália, China, Índia, Japão e Nova Zelândia.

Virtudes a imitar: Permitir que Deus se sirva dele para pregar o Evangelho e servir a humanidade onde Ele quiser, não deixar que os estudos tenham prioridade sobre a vida espiritual, trabalhar incansavelmente para instaurar o Reino de Deus na terra, mesmo em circunstâncias difíceis.

Sabia que.? São Francisco Xavier estudou com Santo Inácio de Loyola, na Universidade de Paris. São Francisco vivia uma vida mundana e converteu-se quando Santo Inácio lhe disse estas palavras do Evangelho: "Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro se perder a sua alma" (Mc 8,26).


quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Confissão de Santo Agostinho

Passei tanto tempo a Te procurar.

Não sabia onde estavas,
olhava para o infinito e não Te via.

E pensava comigo mesmo:
será que Tu existes???

Não me contentava com a busca e prosseguia...

Tentava encontrar-Te nas religiões e nos templos.
Tu também não estavas.

Procurei-Te através dos sacerdotes e pastores.
Também não te encontrei.

Senti-me só, vazio, desesperado e descrente.
E na descrença Te ofendi, 
e na ofensa tropecei,
e no tropeço caí,
e na queda senti-me fraco.

Fraco procurei socorro,
no socorro encontrei amigos;
nos amigos encontrei carinho;
no carinho eu vi nascer o amor,
com amor eu vi um mundo novo.

E no mundo novo resolvi viver...
O que recebi, resolvi doar. 
Doando alguma coisa muito recebi
e em recebendo senti-me feliz.

E ao ser feliz, encontrei a paz
e tendo a paz foi que compreendi
que dentro de mim é que Tu estavas;

E sem procurar-Te foi que Te encontrei.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Morte dos Apòstolos

Como morreram os Apóstolos de Jesus?

"Então, Jesus disse aos seus discípulos: Se alguém quiser seguir-Me,  negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me."(Mateus 16:24) 

"Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome."(Mateus 24:9) 


ANDRÉ
Foi discípulo de João Baptista, de quem ouviu a seguinte afirmação sobre Jesus:“Eis aqui o Cordeiro de Deus”. André comunicou as boas notícias ao seu irmão Simão Pedro: “Achamos o Messias” (João 1.35-42; Mateus 10.2). O lugar do seu martírio foi em Acaia (província romana que, com a Macedónia, formava a Grécia). Diz a tradição que ele foi amarrado a uma cruz em forma de Xis (não foi pregado) para que o seu sofrimento se prolongasse.

BARTOLOMEU 
Tem sido identificado como Natanael. Natural de Caná de Galiléia. Recebeu de Jesus uma palavra edificante: “Eis aqui um verdadeiro israelita, em quem não há dolo” (Mateus 10.3; João 1.45-47) Exerceu o seu ministério na Anatólia, Etiópia, Arménia, Índia e Mesopotâmia, pregando e ensinando. Foi esfolado vivo e crucificado de cabeça para baixo. Outros dizem que teria sido golpeado até a morte. 

FILIPE 
Natural de Betsaida, cidade de André e Pedro. Um dos primeiros a ser chamado por Jesus, a quem trouxe o seu amigo Natanael (João 1.43-46). Diz-se que pregou na Frígia e morreu como mártir em Hierápolis. 

JOÃO (apóstolo do amor) 
O apóstolo que recebeu de Jesus a missão de cuidar de Maria. “O discípulo que Jesus amava” (João 13.23). Pescador, filho de Zebedeu (Mateus 4.21) o único que permaneceu perto da cruz (João 19.26-27). O primeiro a crer na ressurreição de Cristo (João 20.1-10). A tradição relata que João residiu na região de Éfeso, onde fundou várias igrejas. Na ilha de Patmos, no mar Egeu, para onde foi desterrado, teve as visões referidas no Apocalipse (Apocalipse 1.9). Após a sua libertação teria retornado a Éfeso. Teve morte natural com idade de 100 anos. 

JUDAS TADEU 
Foi quem, na última Ceia, perguntou a Jesus: "Senhor, porque te manifestarás a nós e não ao mundo?" (João 14:22-23). Nada se sabe da vida de Judas Tadeu depois da ascensão de Jesus. Diz a tradição que pregou o Evangelho na Mesopotâmia, Edessa, Arábia, Síria e também na Pérsia, onde foi martirizado juntamente com Simão, o Zelote. 

JUDAS ISCARIOTES (o traidor) 
Filho de Simão, traiu Jesus por trinta peças de prata, enforcando-se em seguida.(Mateus 26:14-16; 27:3-5). 

MATEUS ( ex cobrador de impostos)
Filho de Alfeu, e também chamado de Levi. Cobrador de impostos nos domínios de Herodes Antipas, em Cafarnaum (Marcos 2.14; Mateus 9.9-13; 10.3; Atos 1.13). Percorreu a Judéia, Etiópia e Pérsia, pregando e ensinando. Há várias versões sobre a sua morte. Teria morrido como mártir na Etiópia. 

MATIAS (substituto de Judas)
Escolhido para substituir Judas Iscariotes (Atos 1.15-26). Diz-se que exerceu o seu ministério na Judeia e Macedónia. Teria sido martirizado na Etiópia. 

PAULO (maior missionário da igreja primitiva) 
Israelita da tribo de Benjamim (Filipenses 3.5). Natural de Tarso, na Cilícia (hoje Turquia). Nome romano de Saulo, o Apóstolo dos Gentios. De perseguidor dos cristãos, passou a pregador do Evangelho e perseguido. Realizou três grandes viagens missionárias e fundou várias igrejas. Segundo a tradição, foi decapitado em Roma, nos tempos de Nero, no ano 67 ou 70 (Atos 8.3; 13.9; 23.6; 13-20). 

PEDRO (estava sempre um passo a frente dos demais) 
Pescador, natural de Betsaida. Confessou que Jesus era “o Cristo, o Filho do Deus vivo”(Mateus 16.16). Foi testemunha da Transfiguração (Mateus 17.1-4).
O seu primeiro sermão foi no dia de Pentecostes. Segunda a tradição, a sua crucificxão verificou-se entre os anos 64 e 67, em Roma, por ordem de Nero.
Pediu para ser crucificado de cabeça para baixo, por achar-se indigno de morrer na mesma posição de Cristo. 

SIMÃO (o Zelote)
Dos seus atos como apóstolo nada se sabe. Está incluído na lista dos doze, em Mateus 10.4, Marcos 3.18, Lucas 6.15 e Atos 1.13. Julga-se que morreu crucificado. 

TIAGO (o maior)
Filho de Zebedeu, irmão do também apóstolo João. Natural de Betsaida da Galileia, o pescador (Mateus 4.21; 10.2). Por ordem de Herodes Agripa, foi preso e morto à espada em Jerusalém, entre os anos 42 e 44. 

TIAGO (o menor)
Filho de Alfeu (Mateus 10.3). Missionário na Palestina e no Egipto. Segundo a tradição, martirizado provavelmente no ano 62. 

TOMÉ (que só acreditava no que via) 
Só acreditou na ressurreição de Jesus depois que viu as marcas da crucificação (João 20.25). Segundo a tradição, a sua obra de evangelização estendeu-se à Pérsia (Pártia) e Índia. Consta que o seu martírio deu-se por ordem do rei de Milapura, na cidade indiana de Madras, no ano 53 da era cristã. 


Obs:
O único apóstolo cuja morte está registada na Bíblia é Tiago (Atos 12:2). O rei Herodes “fez Tiago passar a fio de espada” – aparentemente uma referência à decapitação. As circunstâncias das mortes dos outros apóstolos só podem ser conhecidas baseadas em tradições da igreja medieval, estudos teológicos e livros apócrifos.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Cruz Russa Ortodoxa

A chamada Cruz Russa Ortodoxa ou Cruz Bizantina, atendendo ao marco espiritual e artístico em que nasceu, consta de quatro tramos.

Em primeiro lugar; o tramo vertical, que significa a descida e a subida do Verbo de Deus, graças ao qual Deus se volta a unir com os homens, até então divorciados de Deus pelo pecado.

O primeiro dos tramos horizontais comporta o titulo JNRJ (Jesus Nazareno, Rei dos Judeus), segundo São João em hebreu, latim e grego.

O segundo tramo horizontal, sobre o qual Cristo estende os seus braços, simboliza o Seu desejo de abraçar toda a humanidade.

O tramo inferior, sob os pés de Jesus, encontra-se ligeiramente inclinado para comparar a Cruz com uma balança do destino: a “balança da justiça”.

Como acontece com a árvore da vida, a Cruz é um eixo do mundo.

Situada no centro místico do Cosmos, é o salva-vidas através do qual as almas sobem até Deus.

A Cruz estabelece, assim, a relação primária entre dois mundos (terrestre e celeste), mas também, através dos tramos horizontais que cortam a vertical (eixo do mundo), é uma conjugação de contrários, na qual se casam o princípio espiritual e vertical com a ordem da manifestação e da terra.

Daí a sua transformação no sentido agónico de luta e de instrumento de martírio.

A determinação geral da Cruz é assim a conjugação de contrários – o positivo (vertical) e o negativo (horizontal); o superior e o inferior; a vida e a morte.

Num sentido idealista, a crucificação é a essência do antagonismo base que constitui a existência, a dor; a construção e a destruição.

sábado, 26 de julho de 2014

Consagração ao Preciosíssimo Sangue de Jesus Cristo



Na consciência do meu nada e da vossa grandeza,
misericordioso Salvador,
me prostro aos Vossos pés e Vos dou graças
pelos inúmeros favores que me haveis concedido,
a mim ingrata criatura,
em especial, por me terdes livrado
por intermédio de Vosso Preciosíssimo Sangue,
da maléfica tirania de Satanás.

Em presença de Maria, minha boa Mãe,
do meu Anjo da Guarda,
dos meus santos patronos,
de toda a corte celeste,
me consagro, ó bondosíssimo Jesus,
com sincero coração e por livre decisão,
ao Vosso Preciosíssimo Sangue,
com o qual Vós livrastes o mundo inteiro do pecado,
da morte e do inferno. 

Prometo-Vos, com auxílio de Vossa Graça
e segundo as minhas forças,
despertar e fomentar, quanto em mim estiver,
a devoção ao Vosso Preciosíssimo Sangue,
preço da nossa salvação,
a fim de que o Vosso Sangue adorável
seja por todos honrado e venerado. 

Quisera eu, por este modo,
reparar as minhas infidelidades
para com o Preciosíssimo Sangue
e oferecer-vos igualmente reparação
por tantos sacrilégios cometidos pelos homens
contra o Preciosíssimo preço da sua redenção. 

Oxalá eu pudesse fazer desaparecer os meus pecados,
as minhas friezas e todos os desrespeitos,
com que Vos ofendi, ó Preciosíssimo Sangue!
Vede, ó amantíssimo Jesus,
que Vos ofereço o amor,
a estima e adoração
que a Vossa Mãe Santíssima,
os vossos Apóstolos
fiéis e todos os santos e Vos rogo
queirais esquecer-vos das minhas infidelidades e friezas passadas
e perdoeis a quantos Vos ofendem.

Aspergi-me ó Divino Salvador,
e bem assim a todos os homens,
com o Vosso Preciosíssimo Sangue,
a fim de que nós, ó amor crucificado,
desde agora e de todo o coração vos amemos
e dignamente honremos o preço da nossa salvação.

Amém.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Catedral de Hallgrimur - Reykjavik - Islândia

A Catedral de Hallgrimur, vista de diversos pontos da capital islandesa, é a igreja mais alta e moderna do país, tem quase 75 metros de altura e carrega o nome de um poeta e clérigo do século 17, Hallgrimur Petursson.

A sua construção foi a mais longa da história dessas terras geladas e demorou 38 anos para ficar pronta.

Além de celebrar missas luteranas, de abrigar concertos e exposições de arte, também serve de torre de observação.

Os seus mais de trinta sinos, de formatos e tamanhos variados, podem ser ouvidos frequentemente, e não apenas aos domingos e feriados.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Bom Jesus

Bom Jesus, meu Senhor, 
Perfeita personificação do amor,
Que Te entregas inteiro
no Santíssimo Sacramento:
Meu verdadeiro sustento,
carne, sangue, alma e pensamento...

Para que de Ti eu me possa saciar
e em Ti, sem medo, acreditar
que na Tua humanidade
irrepreensível e terna
És para o mundo inteiro
alimento de Vida eterna.


Meu bom Senhor,
ensina-me a acolher o Amor.
De Ti me alimento,
em Ti quero permanecer
em todo o tempo
e de Ti eternamente viver,
grato por existires em mim,
e por eu existir em Ti e de Ti,
e por acreditar em Ti.


Meu bom Senhor,
és o princípio e o fim,
o excesso do Amor,
Único Salvador!


domingo, 20 de julho de 2014

Recomeçar Sempre

Nunca desista nunca,
Nem quando o cansaço se fizer sentir,
Nem quando os teus pés tropeçarem,
Nem quando os teus olhos arderem,
Nem quando os teus esforços forem ignorados,
Nem quando a desilusão te abater,
Nem quando o erro te desencorajar,
Nem quando a traição te ferir,
Nem quando o sucesso te abandonar,
Nem quando a ingratidão te desconsertar,
Nem quando a incompreensão te rodear,
Nem quando a fadiga te prostrar,
Nem quando tudo tenha o aspecto do nada,
Nem quando o peso do pecado te esmagar...


Invoque Deus, cerre os punhos, sorria... E recomece!


sábado, 19 de julho de 2014

O que é a Iniciação Cristã

A Iniciação Cristã é um dos pontos centrais da vida da Igreja, da acção pastoral das comunidades, da vida do cristão. Muitos são os documentos, investigações, estudos, planos pastorais…, que vieram propondo-se ao largo e ancho da Igreja desde o Vaticano II. É necessário um novo esforço para, desde o rigor e o conhecimento dos diversos aspectos do tema, impulsionar a renovação da vida e aceitar o repto das novas realidades e possibilidades da iniciação, hoje.

Ao falar de «iniciação», não nos referimos só aos momentos sacramentais de iniciação, mas temos em conta todos os elementos integrantes do processo de iniciação: Baptismo, pedagogia de iniciação familiar, primeira comunhão, catecumenado e catequese, confirmação, comunidade eucarística… No processo de iniciação total entram em jogo a seriedade da evangelização, a autenticidade da comunidade eclesial, a verdade do ser cristão. Não se trata só de «como» há que administrar uns sacramentos de iniciação, mas de «qual» é o cristão que «fazemos» ao preparar e celebrar estes sacramentos.

Centra-se neles uma grande parte da acção pastoral da Igreja. Baptismo, Confirmação e Eucaristia são os centros significantes sacramentais de um processo que abarca mais, e deve durar mais do que dura fazer o rito.
O tema levanta numerosas interrogações, ante os quais nem os pastores, nem os fieis podemos permanecer indiferentes. O Vaticano II, com a sua reforma dos rituais do Baptismo de crianças e a confirmação, e mais ainda com o Ritual de Iniciação Cristã dos Adultos (RICA), trouxe uma grande luz sobre numerosas questões, mas também suscitou novos “planteamentos”. Encontramo-nos contudo com uma «renovação que espera elevar-se à plenitude.

Baptismo

Se o baptismo de crianças é tudo o que afirma teologicamente, e tudo o que se expressa liturgicamente, em que condições subjectivas e comunitárias se pode celebrar, de modo a não se atraiçoar a sua própria identidade e verdade? Como continuar a baptizar as crianças e evitar quedarnos com baptizados não convertidos nem crentes? Em que condições pode garantir-se um desenvolvimento normal do ser cristão?

Confirmação

No que diz respeito à confirmação, é necessário redescobrir a sua identidade teológica, e a sua especificidade sacramental, no interior da iniciação cristã. Mas, qual é o posição que deve ocupar no processo desta iniciação? É possível admitir e promover uma pluralidade de praxis, e avançar na linha ecuménica, sem por em jogo a unidade da fé e da celebração, assim como a eficácia pastoral? Que sentido, que posição e que função deve desempenhar este sacramento na relação com os outros elementos que entram na iniciação cristã?

Eucaristia

Também a Primeira Comunhão forma parte da iniciação cristã, como primeira participação no banquete fraterno da comunidade crente. Mas, pode considerar-se esta Primeira Comunhão como a Eucaristia culminante do processo da iniciação? De que maneira podemos autenticar este momento eucarística, para que se cumpra o melhor possível o objectivo da iniciação total?
Não se pode falar de Baptismo, sem falar de confirmação e primeira comunhão. Muito menos se pode falar destes sacramentos, sem referir a uma iniciação cristã total. E no se pode falar desta iniciação, se não se fala de evangelização, de Catecumenado ou processos catecumenais, de Catequeses, de renovação radical de vida, de autenticidade de comunidade cristã.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Títulos Papais

Papa

Papa Gregório VII (1073 — 1085) ordenou que o título de "Papa" fosse reservado exclusivamente para o Bispo de Roma. Manuscrito desconhecido do século XI.

O termo "Papa" (provém do Latim "Papa", do Grego πάππας, Pappas uma palavra carinhosa para pai) é o título mais famoso e associado ao Bispo de Roma, sendo usado no protocolo, documentos e assinaturas. 

Vigário de Cristo

Um documento emitido pelo Senado Romano em 1615 concedeu o título honorário de cidadão romano a Hasekura Tsunenaga, em que o papa é descrito como "Pontífice de Roma e Pastor da Igreja Católica Universal, pai de todo o mundo, e Vigário de Jesus Cristo, Filho Omnipotente de Deus".

Vigário de Cristo (em latim Vicarius Christi), é o título mais significativo do papa, implicando a sua suprema e universal primazia.

Príncipe dos Apóstolos

Príncipe dos Apóstolos (em latim Principis Apostolorum) é um título reservado individualmente para São Pedro, como maneira de demonstrar a sua liderança entre os Apóstolos (Principis significa "Primeiro" ou "Principal" ). Os seus primeiros registos remontam aos sermões do Papa São Leão Magno no século V, que o usou como demonstração do seu primado: “Perene é a solidez daquela fé que foi louvada no Príncipe dos Apóstolos. E, assim como permanece o que Pedro acreditou acerca de Cristo, igualmente permanece o que Cristo instituiu na pessoa de Pedro. (...) fiel a fortaleza da pedra que recebeu, não abandona o leme da Igreja a ele confiado”.

O título é aplicado apenas indirectamente ao papa, que é referido oficialmente como "Sucessor do Príncipe dos Apóstolos" (Successor principis apostolorum), ou também como "Vigário do Príncipe dos Apóstolos",  dentre outras variantes.

Pontífice

Uma moeda de BolonhaEstados Papais do século XVIII em que está escrito "Pius Sextus Pontifex Maximus MCCXCV" ou seja "Pio VI Pontífice Máximo 1795".

O termo "Pontífice" (Pontifex), cujas variações incluem "Romano Pontífice" ou "Pontífice Romano", "Supremo Pontífice", "Soberano Pontífice" e "Pontífice Máximo", sendo a denominação oficial "Sumo Pontífice" (Summus Pontifex) ou mais completamente, "Sumo Pontífice da Igreja Universal" (Summus Pontifex Ecclesiae Universalis) é um dos títulos oficiais do Papa. 

Servo dos Servos de Deus

Na bula Quo Primum Tempore de 1570, do Papa São Pio V publicado n um Missal Romano, de 1956.
Por abaixo do nome do papa, Pius Episcopos (Pio Bispo), está escrito o título Servus Servorum Dei, todos os documentos papais iniciam da mesma forma.

O termo "Servo dos Servos de Deus" é uma referência à função e autoridade do Papa, sendo que esse título é "o modelo e a norma para o ministério petrino exercido pelo papa. Implica dar testemunho de fé, supervisionar o modo como as igrejas locais preservam essa fé, dar ajuda e incentivo aos outros bispos no seu ministério local e universal de proclamar a fé, falar em nome dos bispos e suas igrejas locais e expressar a fé da Igreja em nome de todas as igrejas locais que juntas constituem a Igreja Universal.
Em suma o ministério petrino é de um servo dos servos de Deus (...), um servo de seus irmãos bispos e de todo o povo de Deus".

Primaz da Itália e Arcebispo Metropolitano da Província Romana

O título de "Arcebispo Metropolitano da Província Romana" (Archiepiscopus metropolitanus provinciae Romanae) reflecte o fato do papa ser o Arcebispo da província eclesiástica da própria Roma, e "Primaz da Itália" (Primatus Italiae), que é o bispo que chefia a igreja nacional da Itália.

Ambos os títulos passaram a ser utilizados no século V, reflectindo o dever do papa de chefiar duas vezes por ano concílios regionais de bispos da Itália e da província de Roma.

A partir do século XI os papas concentraram-se mais no governo da Igreja Universal,  deixando de lado os deveres locais relacionados com essas expressões, tendo no entanto sido mantidas entre os títulos oficiais papais até à actualidade por questões históricas, sendo consideradas uma prerrogativa de honra e não incluindo nenhuma responsabilidade.

Soberano do Estado da Cidade do Vaticano

O título de "Soberano do Estado da Cidade do Vaticano" (Superanus sui iuris civitatis Vaticanae), reflecte o facto do papa ser o Chefe de Estado da Cidade do Vaticano, o título passou a ser usado desde 1929, quando o Tratado de Latrão criou o Estado. 

O papa tem autoridade legal secular em todos os assuntos do Estado,  e sob a lei internacional como chefe de estado, tem imunidade de jurisdição de tribunais de outros países, embora não de tribunais internacionais.


Títulos em desuso

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quinta-feira, 17 de julho de 2014

Beato Frei Bartolomeu dos Mártires

Bispo de Viana do Castelo e arcebispo de Braga, nasceu em Maio de 1514, em Lisboa, e ingressou na Ordem Dominicana em 1548. Dez anos mais tarde, terminou os seus estudos e ordenou-se sacerdote. Até à sua nomeação como arcebispo de Braga (1558) dedicou-se ao ensino. Enquanto professor teve como aluno, entre outras figuras do seu tempo, D. António, Prior do Crato, futuro pretendente ao trono na crise dinástica de 1578-1580.

Deixou-nos mais de trinta escritos, dos quais se salientam: Stimulus Pastorum (com 21 edições); Catecismo da Doutrina Cristã (com 15 edições) e Compendium Spiritualis Doctrinae (com 10 edições).

Participou no Concílio de Trento, nos anos de 1562 e 1563, onde se fez notar não só pela defesa do primado peninsular da arquidiocese bracarense, mas também na defesa de uma reforma da Igreja urgente e eficaz. Foi, neste sentido, o primeiro prelado a promulgar os decretos tridentinos, aquando da reunião de um sínodo diocesano de Braga, em 1564. Dois anos depois, organizou o 4.º Concílio Provincial Bracarense, onde se redefiniram e ajustaram os decretos tridentinos segundo as necessidades existentes na província da sua arquidiocese.

Urna com a relíquia do
Beato Frei Bartolomeu dos Mártires
Mesmo contra um conjunto de várias oposições, instaurou a reforma na Igreja, ao nível claro da sua arquidiocese, não deixando de influenciar muitas outras. Como linhas de força da sua acção, pretendia formar um clero zeloso e culto, que moralizasse os fiéis e administrasse os bens e os partilhasse pelo povo mais carenciado. Numa época em que a peste arrasava de uma forma avassaladora o povo português, levou mesmo a sua caridade ao extremo, chegando a dar as suas vestes e até mesmo a própria cama.

Como prelado preocupado com a formação do clero e suas reformas de disciplina, costumes e vida eclesiástica, reordenou o Colégio de São Paulo em Braga, definindo os seus programas de ensino de acordo com os princípios imanados em Trento relativos à instrução do clero. Ainda neste âmbito, introduziu e fundou as cadeiras de Casos da Consciência em Braga, em Viana do Castelo e no Seminário Conciliar Bracarense, com o fim de formar o clero segundo as ideias de reforma que defendia. Participou nas cortes de Tomar de 1580, com os arcebispos de Lisboa e Évora. A 20 de Fevereiro de 1582, retirou-se das suas funções eclesiásticas, resignando assim também a mitra primacial de Braga.

Faleceu a 16 de Julho de 1590, no convento dominicano de Santa Cruz que havia fundado em Viana do Castelo. O seu último suspiro foi o culminar de uma vida regrada e indesmentivelmente cristã; o povo da cidade limiana guardou ciosamente o seu corpo, com armas até, para que os bracarenses não o levassem para a sede da arquidiocese de Braga. Foi beatificado a 4 de Novembro de 2001, em Roma, pelo Papa João Paulo II. A sua festa litúrgica é a 18 de Julho.

Relíquia. Osso do braço direito do
Beato Frei Bartolomeu dos Mártires
Foi objecto de uma biografia, em 1619, intitulada a Vida de Frei Bartolomeu dos Mártires, da autoria de Frei Luís de Sousa (fidalgo de nome Manuel de Sousa Coutinho que professara na Ordem Dominicana, após resignação ao casamento com D. Madalena de Vilhena, anteriormente casada com D. João de Portugal).

Actualmente as suas relíquias percorrem todas as paróquias da Diocese de Viana do Castelo afim de dar a conhecer melhor a sua obra e poder atingir a canonização que todos os vianenses desejam.

FONTE: Frei Bartolomeu dos Mártires. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2014. [Consult. 2014-07-13].
Disponível na www: .

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