Santo é todo aquele que anseia por Deus, responde ao Seu chamamento e
entusiasma os seus irmãos a seguirem o mesmo caminho de santidade.
A santidade cristã é um dom de Deus à Sua Igreja e consiste na união
com Cristo, Verbo encarnado e nosso redentor, único mediador entre Deus e os
homens e fonte de graça e santificação.
A Igreja é santa porque Cristo nos amou como Sua esposa e deu a vida
por ela, para que ela se santificasse. Por isso, a santidade da Igreja deriva
da santidade e do amor de Cristo.
Todos na Igreja são chamados á santidade, como diz o Apóstolo Paulo: «A
vontade de Deus é que vos santifiqueis» (1Ts 4,3).
Mas se todos somos chamados á santidade, nem todos são chamados à mesma
intensidade e profundidade de união com Cristo, pois a resposta ao amor de Deus
deve ser dada segundo as capacidades e possibilidades de cada um. Por esse
motivo temos santos mártires, pastores e doutores da Igreja, virgens,
educadores, etc…
Assim sendo, santo é todo aquele que no âmbito das suas limitadas mas
irrepetíveis características, qualidades e circunstâncias pessoais, vocação e
graça dada por Deus, «segundo a medida da doação de Cristo» (Ef
4,7), se abre e corresponde à graça recebida e, conformando-se a Cristo,
vive em plenitude o dom da vida que lhe foi dado, permitindo que Cristo viva em
si mesmo. Quem vive esta santidade participa e partilha a vida e o amor de
Cristo e a Sua bondade, em situações concretas e no ambiente em que vive.
O Papa João Paulo II, disse um dia: «Nós que temos a graça de acreditar
em Cristo, revelador do Pai e salvador do mundo, temos o dever de mostrar a
profundidade a que pode levar a relação com Ele. A grande tradição mística da
Igreja, tanto no Oriente como no Ocidente, pode dizer muito a esse propósito.
Ela mostra como a oração pode progredir, como verdadeiro diálogo de amor, até
tornar a pessoa humana totalmente possuída pelo amor divino, vibrando com o
sopro do Espírito, filialmente abandonado ao coração do Pai. (…) Trata-se de um
caminho inteiramente sustentado pela graça, que pede um forte empenho
espiritual e chega a conhecer dolorosas purificações (“a noite escura”) mas
aproxima-se, através de diversas formas possíveis, à imensa alegria vivida
pelos místicos como união matrimonial.» (NMI, n35).
HELDER GONÇALVES
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