quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Feliz porque Acreditou

Feliz aquela que acreditou,
pois o que foi lhe foi dito da parte do Senhor será cumprido”.
(Lc. 1, 45)

Quando a Fé se faz Promessa
No pensamento de Deus,
És Tu, Maria, o poema
Onde rimam “Terra e Céus”…
Muito antes de gerada,
Antes do mundo criado,
Já deus, em Ti, contemplava
A Mãe do Verbo Encarnado.

Quando a Fé se faz Herança,
Promessa de Salvação,
Num povo que vive á espera…
Tua vida de criança
É entregue sem reserva
- Virgem da Apresentação!...

Quando a Fé é Gabriel,
Que veste a terra de esperança,
És templo do Emanuel,
Arca da Nova aliança…
Avé, ó cheia de graça,
Contigo está o Senhor”!
Em cada dia que passa,
A “Graça” se faz maior!...

Quando a Fé é Isabel
- Virgem da Visitação –
Há sinais do Emanuel,
“Saltos” do primo João…
Cânticos de Amor e Graça,
Pela serra da Judeia:
Espírito Santo que lança
Sementes da Nova Era.

Quando a Fé se faz Natal
Numa gruta pobre e fria,
Há melodias no ar
- Universal sinfonia!
Chegaram pastores da serra,
Com cantares de alegria…
Profundo mistério encerra
O silêncio de Maria…

Quando a Fé se faz Paixão,
Num juízo de vingança,
Vens Tu, Mãe/Coração,
Semear a Esperança.
Junto à Cruz, firme, de pé,
Mãe da Dor – Compaixão…
Na raiz da tua Fé,
Há Luz de Ressurreição!...

Quando a Fé é Alegria,
Na Luz do Ressuscitado,
Lá estás, Santa Maria,
No Mundo Novo esperado.
Mulher de Fé, Virgem santa,
Mãe de Caná, vinho Novo…
Contigo a Igreja canta
- Mulher Nova, Mulher/Povo.

Quando a Fé é Pentecostes
- Vento forte e Labareda –
És Rainha dos Apóstolos,
Coração que ama e reza…
Sê também, neste Natal,
Estrela de Fé e Amor
Que guie, no caminhar,
Quantos buscam o Senhor!


Estrela deste Natal,

Virgem Santa de Belém:

Na descrença, sê Farol!

Na solidão, sê a Mãe!


                                         (Poema do Pe. Manuel Nóbrega, CM)


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